sábado, 25 de maio de 2013

"EU NÃO VIM DA SUA COSTELA, VOCÊ QUE VEIO DO MEU ÚTERO!"



Acontece agora em São Paulo a Marcha das Vadias de São Paulo 2013.
E você ai deve estar se perguntando: Como assim uma manifestação defendendo os direitos das mulheres com esse nome tão vulgar?

Explico compartilhando a resposta do movimento para esse termo e continuo com a minha própria opinião sobre o assunto:

"O patriarcado nos ensina que se uma mulher é estuprada é porque ela estava usando roupas provocantes e, portanto, pediu por isso. Ele nos ensina a esconder nossos corpos e nossos desejos como se fossem ofensas, mas se esquece de ensinar aos homens que uma mulher de mini-saia, vestido, short ou decote não está pedindo para ser estuprada, está apenas exercendo seu direito de escolha e usufruindo da autonomia que tem sobre o próprio corpo."

Essa pra mim é a postura instintiva de um animal irracional quando vê uma fêmea e sobe em cima dela sem mesmo perguntar se ela deseja aquilo ou não. Claro, repito essa é uma relação animal onde não existe pensamento e escolhas. E pra mim é inconcebível esse tipo de postura e/ou palavras obcenas vindas de um homem estranho quando nos vê andando sozinhas pelas ruas. Mais inaceitável ainda são todos os tipos de violências diretas e indiretas que sofremos nos hospitais, maternidades, trabalhos, repressões familiares, etc.

Mesmo respeitando o desejo de serem vadias, trabalhadoras, santas ou putas que todas nós mulheres temos, acredito que lá agora na Avenida Paulista não estão essas mulheres que se mostram como mercadoria pra atrair homens e competir entre si.
Estão lá, marchando conscientes contra todo e qualquer desrespeito que sofreram vindo dessa sociedade machista e mostrando-se corajosamente com toda liberdade de expressão que têm através de seus livres corpos e cartazes com frases fortes, as que não aceitam mais toda subissão imposta e predominância dos tratamentos ignorantes e brutais para com seus direitos e escolhas.
Tô daqui torcendo para que essa passeata choque bastante a sociedade conservadora e que disso saia uma mudança positiva: tanto para despertar as mulheres adormecidas pelo medo como para mostrar nossa cosciência armada na luta para a quebra de vez da já falida sociedade cristã-patriarcal.

Não estou lá presente, mas daqui envio minha inspiração ao combate vestindo a camisa da marcha que ganhei de presente de uma amiga querida.
Agora deixa eu sair daqui, pois me aguardam pra cuidar: casa, roupa, neném e comida.

"Uma mulher não deve vacilar..."
VIVA A FORÇA E RESISTÊNCIA DA ALMA FEMININA! VIVA! VIVA! VIVA!

FLORES E FORÇA À TODAS!!! 
Gi.

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