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quarta-feira, 5 de abril de 2017

"É preciso brincar para afirmar a vida"

Eu e Lydia Hortélio no II Seminário Brincar - Linguagem Universal da Infância em Nova Lima - MG

Olha minha cara de quem tava realizando um sonho...
E não falo só da foto, não. Digo de tudo que ouvi e senti, tudo que absorvi. Dos olhares e gestos entusiasmados com a revolução vinda da infância, de presenciar parte da obra e toda energia bem vinda dessa menina de 84 anos apaixonada pelo brincar, da surpresa que foi ela passando o microfone pra mim e eu contando tremendo na base a história do João Jiló (oh, responsabilidade!), dos abraços de coração e principalmente do que ela disse pra mim mais de uma vez: CONTINUA!!!



Gratidão, Lydia Hortélio!
Gratidão a todas as trocas sensíveis entre os participantes do II Seminário Brincar - Linguagem Universal da Infância realizado pelo Grupo Atrás do Pano em Nova Lima - MG.
Com toda certeza volto pra minha terra reabastecida... Gracias a la vida!!!

II Seminário Brincar - Linguagem Universal da Infância Abril/2018

II Seminário Brincar - Linguagem Universal da Infância Abril/2018

II Seminário Brincar - Linguagem Universal da Infância Abril/2018

II Seminário Brincar - Linguagem Universal da Infância Abril/2018

sexta-feira, 22 de março de 2013

Relação entre bebês humanos e outros animais de luz

"Há muita coisa a dizer que não sei como dizer. Faltam as palavras.
Mas recuso-me a inventar novas: as que existem já devem dizer o que se consegue dizer e o que é proibido.
E o que é proibido eu adivinho. Se houver força. Atrás do pensamento não há palavras: é-se.
Minha pintura não tem palavras: fica atrás do pensamento. Nesse terreno do é-se sou puro êxtase cristalino.
É-se. Sou-me. Tu te és.
Ouve-me. Ouve meu silêncio. Leia a energia que está no meu silêncio."  

(CLARICE LISPECTOR em ÁGUA VIVA)


Ciça é uma cachorra de aproximadamente 17 anos. Por conta da idade, ela já nem escuta muito bem. 
Ciça nunca falou português nem outro idioma da linguagem humana convencional. 
Daí vem a grande pergunta: como seus donos a domesticaram e cuidaram dela atendendo suas necessidades com ração e com afeto (visivelmente retribuído) até agora sem conhecerem seus pensamentos?
Acredito que com um bebê seja a mesma coisa!
Usamos com esses seres pequeninos que chega pra gente cuidar, a linguagem além das palavras. Ou seja, é possível nos comunicar apenas através de uma percepção muito mais sutil do que a comunicação verbal.
Surgem então mais perguntas: qual é a linguagem da natureza? E como todos os seres vivos "irracionais" seguem na evolução do bem universal se comunicando num mesmo ritmo sem compartilhar os mesmos latidos, rosnados, miados, relinchos, piado, etc. entre suas mais variadas manifestações?
Acredito que essa seja a linguagem do AMOR e é com ela que estou tentando transmitir todos os cuidados e sentimentos mais puros pra minha filhota desde que ela nasceu, respeitando os instintos maternos e me colocando em seu lugar nessa novíssima experiência terrena. Acho que tá dando certo, por isso compartilho pelo menos a parte escrita dessa rica sintonia e transmissão.

PS: Nessa foto, estava eu organizando os livros e a Ciça deitou bem no meio deles, só coloquei meus óculos na frente pra dar um charme a mais. Registro merecido e pra mim inspirador - não li ainda esse livro e desse fato fotografado tirei a seguinte conclusão: a natureza animal tem muito mais a nos ensinar do que os homens tentam dizer.

Giselda Gil / Capivara MarGinal, 12:12