Material reutilizado: embalagem de Veja, tnt, lã, tinta, durex, fitas e retalhos de guarda-chuva quebrado
Encantada no Armarinho da cidade, entre fitas de cetim, botões, colas, tintas, tecidos, cores, etc. e pouco $, perguntei a vendedora se não tinha nada que eles iam jogar fora e ela me deu essas cabeças de boneca com nariz quebrado e as transformei em lindos palhacinhos coloridos que Dandara deu os nomes: Tchururu, Triskinisk e Tererê!
O que quero mais das coisas da vida se tenho uma filha que grita surpresa e feliz na rua: "Olha mããããe, um guarda-chuva quebrado! Vamos pegar!!!" e uma avó mestra costureira que amorosamente abraça minhas ideias?
Uma história ecolóGica sobre natureza, responsabilidade, adubo, utilidade, respeito, natureza, empatia, cuidado para os alunos do Proinfância de Minas Novas - MG.
"A palavra abayomi tem origem iorubá, e costuma a ser uma boneca negra, significando aquele que traz, felicidade ou alegria. (Abayomi quer dizer encontro precioso: abay=encontro e omi=precioso). O nome serve para meninos e meninas, indistintamente. Não se deve confundir com Abaiomi, também iorubá, de significado diverso. O nome é comum na África, principalmente na África do sul, embora também seja encontrado com frequência até o norte da África, e mais raramente, no Brasil.
Oficina caseira de Bonecas Afrcaianas - Abayomi
Uma história corrente, sem comprovação científica, conta que nos navios negreiros, as crianças aprisionadas choravam a falta de suas mães e eram cuidadas por outros africanos, também aprisionados. As mães, separadas de seus filhos, rasgavam as próprias vestes e confeccionavam uma bonequinha, feita de retalhos e nós, que eram aleatoriamente entregues às crianças, como forma de amenizar o sofrimento da escravidão. Quando uma criança recebia uma abayomi com retalhos dos tecidos de sua mãe, entendia imediatamente que a mãe estava viva e que se lembrava dela, mesmo que separadas em navios negreiros.
Presente significATIVO da Maria Paula: 2 Abayomis + 2 poltronas e uma mesinha
Material reutililizado: tecidos/retalhos, jornal, papel de presente, cd, "enfeitinho" e garrafa pet
No Brasil, além de nome próprio, designa bonecas de pano artesanais, muito simples, a partir de sobras de pano reaproveitadas, feitas apenas com nós, sem o uso de cola ou costura e com mínimo uso de ferramentas, de tamanho variando de 2 cm a 1,50 m, sempre negras, representando personagens, de circo, da mitologia, orixás, figuras do cotidiano, contos de fada e manifestações folclóricas e culturais."
Quando me questionam sobre a necessidade em defender constantemente o que sinto que seja o mais justo e respeitoso às infâncias nas minhas mãos, respondo que não é somente para propagar meu posicionamento por pretensão em mudar a educação que os outros darão aos seus filhxs, mas para mudar o meu e o mundo novo que conduzo enquanto mãe-educadora. Encaminhando-nos à caminhos mais livres de segregadores padrões de opressão e desigualdade entre os gêneros, me sinto segura e colho com paciência de uma boa agricultora, cada folha e fruto de libertAÇÃO nesse meu precioso plantio-missão. Semana passada, minha mãe chegou de viagem e trouxe um presente para nossa pequena skatista-ciclista-astronauta-motorista-pilota-engenheira-construtora (e o que mais a ilimitação das possibilidades lhe proporcionar) Dandara Luzia: um skate e uma bicicleta de dedo. Valeu vovó pela quebra de paradigma!
Na quarta-feira passada, chegamos na festa de mãos vazias, porém sujas de tinta. O aniversário foi avisado no dia anterior e o presente-correria nas mãos da mamãe Capivara MarGinal e sua filhinha bagunceira não secou à tempo. Nossa presença sincera foi o que pudemos dar de melhor no momento e na quinta-feira nos felicitamos com seu contentamento. Amor das mãos pras mãos - presente brilhante como os raios de nossa querida Anassol :)
Tenho a sorte de ganhar a maioria das coisas que visto! Aqui na cidade do interior que moramos, várias pessoas queridas me presenteiam com coisas que elas mesmo dizem: "só ela vai gostar e ter coraGi de usar!". Semana passada foi um batom da marca OBoticário azul e amarelo novinho que a moça da loja não conseguia vender e hoje fui trabalhar com esse lindo macacão da Barbie que a mãe da aluna Maria Clara me entregou lá na escola dizendo que era a minha cara. Mal ela sabia quando me deu que seria da mesma cor do meu cabelo novo!
Apresentei pras crianças nesta manhã de inverno, a cor ROSA - que é uma cor intermediária entre magenta e vermelho, sendo assim uma cor quente. Presente no meu cabelo, no batom, nos brincos, no anel, na saia de guarda-chuva e no macacão!
PS: quis transmitir a temática do AMOR e da PAZ e não qualquer relação imposta ao gênero feminino, muito menos ao universo infanto-juvenil imposto pelo CAPETAlismo, simmmm???
encontrar guarda-chuvas quebrados na rua, ter uma amada avó-bisa costureira querida que em 10 minutos faz o corte e coloca elástico transformando o que ia pro lixo nessas duas saias perfeitamente lindas!!!
Fitas adesivas para os trilhos, potes de sorvete + tampinhas de garrafa + palitos + embalagem de achocolatado + embalagem de lenço umedecido + cordinha colorida para puxar o trem e levar Lali, Líndia, Ester, Gabi e Bebêzin pruma viagem muito especial no nosso pequeno mundo quintal!
Aniversário avisado no mesmo dia + vontade de criar à todo vapor + bagunça passageira + parceria mãe e filha = Jogo da Velha pro Marcos feito com as mãos e todo AMOR:
Não sou de adorar imagens nem me apegar a santos, mas essa sempre me despertou beleza. É por isso que compartilho agora essa oração que fiz, propagando meu pedido por mais luz e clareza:
O nome de Dandara é também Luzia sendo mais uma escolha sem acaso na minha missão
A busca para enxergar além do meu alto grau de miopia reacende a chama da minha intuição
Oh Força divina protetora dos olhos e das crianças envolva meu caminhar no clarão da sensibilidade
Proteja minha alma que de verdade não se cansa para que eu vença de cabeça erguida todas as demandas sem me deixar corromper por toda e qualquer maldade.
O Amor está em todos na luz do olhar puramente infantil. Preservai o dom clarividente genuíno da esperança, tanto no calor como no frio.
Pelo despertar luminoso presente em cada novo dia,