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domingo, 2 de novembro de 2014

Aqui e AGORA

Hoje completo 25 anos de sonho, de sangue e de América do Sul...

Presente

Adj.: Que está em ou faz parte de um evento (circunstância ou situação);
Que pode ser visto em determinado local;
Que auxilia ou orienta alguém;
Que ocorre no exato momento em que se fala ou pode acontecer a partir deste; atual. 
Figurado: Que pode ser comprovado ou demonstrado; evidente;
s.m. Aquilo que se oferece a alguém como agradecimento ou retribuição;
Intervalo de tempo localizado entre o passado e o futuro, o momento atual; 
Que faz parte, está presente ou participa de determinado acontecimento ou evento.
Gramática Linguística: Tempo verbal que caracteriza a ação ocorrida exatamente no momento em que se fala (agora); que é comum ao tempo presente.


Dandara: o melhor presente de todos os tempos da última semana

E você aí, quer viver de presente também?
Tenha um filho!
Ame-o e deixe-o ser o que ele é, livre para amar, ir aonde quiser...
Ame-o e deixe-o brincar, ame-o e deixe-o correr, ame-o e deixe-o cansar, ame-o e deixe-o dormir em paz!

Deixemos o tempo fluir com toda sua força e delicadeza. Salve Salve Mãe Natureza!
GRATIDÃO DOM DE VI-VER.

Giselda Gil / Capivara Humanizada

sábado, 18 de outubro de 2014

a vida viva e ativa X a passividade televisionada

Axé! Axé! Capoeira é pra homem, menino e mulher...
Acredito que qualquer pessoa dotada de razão e sensibilidade para agir e ter escolhas mais conscientes principalmente frente à uma criança que se apresenta como uma verdadeira esponja sensorial de tudo que recebe, seja capaz de perceber a diferença entre o que foi produzido a partir de interesses comerciais e o que foi criado para propagar o amor à arte - parâmetros essencialmente contrários.

Me perguntam o motivo pelo qual não costumo colocar a Galinha Pintadinha e o por quê da Dandara ainda não conhecer a Pepa nem o Patati Patatá, e então convido a todos à uma reflexão simples:


Começando pela quantidade de cores gritantes e formas psicodélicas em que esses desenhos se apresentam com repetições e artifícios que hipnotizam até a nós adultos remetendo-nos a uma viagem de lsd, imaginem o que não são capazes de fazer com uma cabecinha em plena descoberta e absorção dos estímulos externos. Essa talvez seja a justificativa dos pais adorarem essas babás televisionadas, pois os bebês ficam tão quietinhos assistindo enquanto eles podem realizar suas demais tarefas que é impossível resistir a esses momentos de paz sem choros, manhas ou birras, não é mesmo? NÃO!
O que é normal para muitos que se identificam com essas práticas do que os avanços tecnológicos e tendências massificadas podem nos proporcionar, para mim significa uma covarde domesticação e limitação do desenvolvimento infantil.

Meu segundo pensamento crítico sobre esses personagens relaciona-se com a questão da perigosa prática consumista que a maioria dos seres terrenos atuais concebem como modo de vida, essa cultura catastrófica que escraviza o ser em busca incessante pelo ter; a razão pelos desastres ecológicos e ambientais, o princípio dos vícios, da auto-destruição e aprisionamento em relações cada vez mais plásticas e supérfluas de preços que transcendem seus reais valores.
Ou seja, qualquer pessoa que se disponibilize a pensar e refletir e se responsabilize pela consequência de seus atos é capaz de perceber a essência comercial e influência consumista que esses desenhos estimulam no interesse das crianças desde muito cedo.
Basta ir a um supermercado, loja, shopping, etc. para ver aonde milhares deles moram e esperam para serem comprados. Do creme dental a fórmulas de leite, em roupas, calçados, brinquedos, temas para festas...como uma praga, eles estão em toda parte.
E lhes pergunto, isso faz bem à quem?

Enquanto ocupo o papel de guardiã, a responsabilidade dessa missão por aqui busca em primeiro lugar a sabedoria dos instintos e sutileza ao guiar seus caminhos e depois a afinação da consciência para a tomada das melhores escolhas dentro da minha limitação atual. Na praticidade instantânea do mundo CAPETAlista que aprisiona a liberdade infantil na proliferação de seus robôs, esse pode parecer um modo complexo de se viver, mas vivo-o de forma tão simples como a vida na Terra se manteve menos destrutiva e feliz até o final do século XVIII. 


Costumo mostrar à ela possibilidades reais, que existem dentro e fora da telinha. A internet nos proporciona vídeos de crianças fazendo capoeira, o que nos enriquece de aprendizado à praticas constantes. A movimentação do corpo e exercícios anti sedentarismo exige sim muita disposição para acompanhá-la, mas prefiro chegar ao fim do dia cansada de tanto brincar com ela do que ver minha plantinha crescer parada, retraída, obesa e doente - assim como o sistema quer, mas por aqui NÃO PODE!

"eu sou popoeira..." - 1 ano e 7 meses já sabendo até cantar além de imitar vários movimentos que essa bendita expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música nos proporciona três vezes por semana.
O que sinto ao compartilhar as aulas com ela é algo tão mágico e gratificante que supera qualquer cansaço e/ou dificuldade na realização desse sonho acordado.


A escolha de seu nome foi uma homenagem à uma Guerreira Capoeirista e à todas as almas resistentes do Quilombo dos Palmares.

Viva Dandara!!! Viva Zumbi!!!
Salve Capoeira!!! AXÉ!!!

Giselda Gil / Mamãe Capivara Humanizada.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Salve a Capoeira Nossa de Cada Dia!!!

Todos os dias são especiais com ela, ainda mais o 23!
É porque nessa data relembro o parto e celebro junto dela mais um mês!
VIVA DANDARA!!! VIVA!!!

Enquanto eu tava na roda, a Tia Beta registrou essa incrível interAÇÃO! - jul/2014

"Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, no blog Cuca Livre, Dandara, como todos no quilombo, plantava, trabalhava na produção de farinha de mandioca, aprendeu a caçar, e, além disso, aprendeu a lutar capoeira, empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino. Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo."