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sábado, 18 de outubro de 2014

a vida viva e ativa X a passividade televisionada

Axé! Axé! Capoeira é pra homem, menino e mulher...
Acredito que qualquer pessoa dotada de razão e sensibilidade para agir e ter escolhas mais conscientes principalmente frente à uma criança que se apresenta como uma verdadeira esponja sensorial de tudo que recebe, seja capaz de perceber a diferença entre o que foi produzido a partir de interesses comerciais e o que foi criado para propagar o amor à arte - parâmetros essencialmente contrários.

Me perguntam o motivo pelo qual não costumo colocar a Galinha Pintadinha e o por quê da Dandara ainda não conhecer a Pepa nem o Patati Patatá, e então convido a todos à uma reflexão simples:


Começando pela quantidade de cores gritantes e formas psicodélicas em que esses desenhos se apresentam com repetições e artifícios que hipnotizam até a nós adultos remetendo-nos a uma viagem de lsd, imaginem o que não são capazes de fazer com uma cabecinha em plena descoberta e absorção dos estímulos externos. Essa talvez seja a justificativa dos pais adorarem essas babás televisionadas, pois os bebês ficam tão quietinhos assistindo enquanto eles podem realizar suas demais tarefas que é impossível resistir a esses momentos de paz sem choros, manhas ou birras, não é mesmo? NÃO!
O que é normal para muitos que se identificam com essas práticas do que os avanços tecnológicos e tendências massificadas podem nos proporcionar, para mim significa uma covarde domesticação e limitação do desenvolvimento infantil.

Meu segundo pensamento crítico sobre esses personagens relaciona-se com a questão da perigosa prática consumista que a maioria dos seres terrenos atuais concebem como modo de vida, essa cultura catastrófica que escraviza o ser em busca incessante pelo ter; a razão pelos desastres ecológicos e ambientais, o princípio dos vícios, da auto-destruição e aprisionamento em relações cada vez mais plásticas e supérfluas de preços que transcendem seus reais valores.
Ou seja, qualquer pessoa que se disponibilize a pensar e refletir e se responsabilize pela consequência de seus atos é capaz de perceber a essência comercial e influência consumista que esses desenhos estimulam no interesse das crianças desde muito cedo.
Basta ir a um supermercado, loja, shopping, etc. para ver aonde milhares deles moram e esperam para serem comprados. Do creme dental a fórmulas de leite, em roupas, calçados, brinquedos, temas para festas...como uma praga, eles estão em toda parte.
E lhes pergunto, isso faz bem à quem?

Enquanto ocupo o papel de guardiã, a responsabilidade dessa missão por aqui busca em primeiro lugar a sabedoria dos instintos e sutileza ao guiar seus caminhos e depois a afinação da consciência para a tomada das melhores escolhas dentro da minha limitação atual. Na praticidade instantânea do mundo CAPETAlista que aprisiona a liberdade infantil na proliferação de seus robôs, esse pode parecer um modo complexo de se viver, mas vivo-o de forma tão simples como a vida na Terra se manteve menos destrutiva e feliz até o final do século XVIII. 


Costumo mostrar à ela possibilidades reais, que existem dentro e fora da telinha. A internet nos proporciona vídeos de crianças fazendo capoeira, o que nos enriquece de aprendizado à praticas constantes. A movimentação do corpo e exercícios anti sedentarismo exige sim muita disposição para acompanhá-la, mas prefiro chegar ao fim do dia cansada de tanto brincar com ela do que ver minha plantinha crescer parada, retraída, obesa e doente - assim como o sistema quer, mas por aqui NÃO PODE!

"eu sou popoeira..." - 1 ano e 7 meses já sabendo até cantar além de imitar vários movimentos que essa bendita expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música nos proporciona três vezes por semana.
O que sinto ao compartilhar as aulas com ela é algo tão mágico e gratificante que supera qualquer cansaço e/ou dificuldade na realização desse sonho acordado.


A escolha de seu nome foi uma homenagem à uma Guerreira Capoeirista e à todas as almas resistentes do Quilombo dos Palmares.

Viva Dandara!!! Viva Zumbi!!!
Salve Capoeira!!! AXÉ!!!

Giselda Gil / Mamãe Capivara Humanizada.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Pilates

"O pai de Pilates era um ginasta premiado de descendência grega. A mãe era uma naturopata que acreditava em estimular o corpo para a auto-cura sem medicamentos ou cirurgias. As filosofias de cura da mãe e as realizações do pai foram as grandes influências nas ideias de Pilates para os exercícios terapêuticos."



Dandara - jan/2014 no Pilates com a Vovó


Fico aqui contemplando a beleza em poder usufruir e compartilhar com ela eventos, ambientes e diversas atividades de nosso corpo vivo em ação: Capoeira, "Gioga", Pilates, Danças, Brincadeiras, "Artes Marcianas" e tudo que nossa imaginAÇÃO ilimitada e atração positiva nos permite.

Vê-la interagindo e absorvendo o exemplo vivo/ativo anti-sedentário - o contrário do que a TV CAPETAlista impõe, me dá um alívio de confiança no plantio e esperança dela crescer cada vez mais saudável e ativa!
Oh grande benção linda em estar viva!

Agosto/2014 Dia incrível com Dandara no Pilates: 1 ano e 5 meses de pura interAÇÃO e sintonia.
Ao entrar em contato breve com a história de vida de Joseph Pilates, refleti sobre a importância do apoio e exemplos dos pais, da família, dos estímulos, do meio tanto como referência positiva, nas situações repressoras e na superação das adversidades. Hoje me sinto feliz por me sentir um exemplo vivo que impulsiona a criAÇÃO.
de dentro pra fora - de fora pra dentro

Achei tão lindo este vídeo - Uma História Animada de Pilates:


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"Felicidade...

...é uma casa pequenina, é amar uma menina e não ligaaaaaaaaaar pro que se dizzzz"
(Quando você crescer - Raul Seixas)

PULA-PULA!!!

pernas pro ar
estar sempre disposto a cuidar e repartir
sorrir na queda
se superar
compartilhar a Sagrada Alegria
morrer de AMOR
contemplar a beleza
e renascer sorrindo.

domingo, 29 de junho de 2014

Gioga para crianças

Mamãe Capivara e sua capivarinha amada Dandara reverenciando a luz sagrada do novo dia!

A Gioga* para crianças é uma maneira Givertida de desenvolver habilidades importantes em um ambiente não competitivo, uma vez que as crianças mesmo desde muito pequenas já começam a sentir pressão acadêmica e social na escola.

Gioga desde cedo pode ser um bom remédio já que não há julgamento sobre uma postura, fazer uma postura ‘perfeitamente’ não é o objetivo da Gioga, fator que nutre a força interior da criança e sua auto aceitação.

Praticar Gioga com crianças é criar uma atmosfera acolhedora que as encoraje a relaxar e se divertir enquanto desenvolvem não apenas força, coordenação, flexibilidade e equilíbrio, mas também consciência, melhora na capacidade de concentração, foco e autoconfiança.

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia em 2003 descobriu que crianças que faziam aula de Gioga com frequência demonstravam um aumento significativo de autoestima, além da boa forma, melhora na escola e até diminuição de problemas de disciplina, uma vez que os alunos se sentiam mais relaxados e com mais respeito pelos colegas.

Mas o que faz uma aula de Gioga para crianças diferente das demais atividades de movimento que incorporam música e jogos? Além dos imensuráveis benefícios físicos e mentais, o princípio fundamental da prática de Gioga é o respeito e a honra: por nós mesmos, uns pelos outros e pelo nosso meio ambiente. 

Com a priminha Vitória curtindo um dia de calor e ação no sítio


*Gioga: Ioga da Gi - mais intuição e sintonia do que transmissões de posições e ensinamentos técnicos.

Movimentar-se à energia solar: GRATIDÃO!