Mostrando postagens com marcador Amor em forma de Alimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor em forma de Alimento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de março de 2015

AlimentAÇÃO

Porque é brincando e colocando a mão na massa que se educa e se aprende

A SAÚDE AGRADECE!
Maçã, abobrinha, quiabos, batatas, ameixas, cenouras, brócolis, morangos, pêra, banana, laranja, limão, folha de couve e mamão - Fizeram parte da deCORAÇÃO da mesa do segundo aniversário significATIVO

Depois de tirar a feira da cestinha, Vitória pegou ameixas e morangos para comer na sobremesa
"A banana é uma das frutas mais populares em nosso país, além de gostosa, é prática, já que sua casca não necessita nenhum instrumento para ser retirada. Por isso, é uma das frutas mais utilizadas para ser lanche, especialmente no trabalho e escola. A fruta também concentra propriedades benéficas à saúde, como vitaminas e outras substâncias que previnem doenças e que a tornam uma das mais apropriadas para ser consumida diariamente!"
"A cenoura é um dos vegetais mais consumidos, devido à sua digestibilidade e pelas muitas propriedades benéficas à saúde que apresenta. A cenoura também é uma forma muito versátil e deliciosa de ingerir nutrientes importantes, já que pode ser usada em saladas, cozida em diversos pratos, em sucos naturais e até em receitas doces, como bolo, pães, entre outras!"
Material Reutilizado:

-Folhas de papel picadas
-Tempo
-Papelão
-Água
-Espera
-Cola branca
-Paciência (paz = ciência)
Nosso passo a passo:

1) Picar os papéis
2) Deixá-los de molho na água por um dia
3) Escorrer toda a água
4) Adicionar a cola branca
5) Amassar os papéis molhados, adicionando a cola aos poucos até virar uma massa de modelar
6) Modelar a massa nos moldes de papelão 
7) Esperar secar
8) Pintar cada verdura, fruta e legume com a sua cor correspondente
9) Deixar a criança livre para pintar e se expressar alegremente
10) esperar a tinta secar para começar a brincadeira!

Alimentos fresquinhos Emoticon heart

Maçãs, abobrinha, quiabos, batatas, ameixas, cenouras, brócolis, morangos, pêra, banana, laranja, limão, folha de couve e mamão

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Introdução Alimentar - SEM TESÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO.

Acredito que Dandara hoje com 1 ano e 8 meses de explorAÇÃO na Terra sob  meus cuidados de mãe-guardiã, continua em sua introdução alimentar complementar ao leite materno - modéstia a parte, seu mais rico e poderoso alimento. 

Agradeço diariamente à diversidade dos nutrientes disponíveis nas mais variadas frutas, verduras, legumes e grãos que podemos consumir diariamente, hoje em dia de forma melhor ainda que compramos a maioria direto do produtor rural que nos garante que não usa agrotóxicos.

Se eu disser que minha mente não me impulsiona a querer que ela se alimente quando os horários demandam e eu preparo o almoço ou o jantar, estarei mentindo. Desde o início, quando ela tinha 6 meses de vida mantida apenas através do meu leite e começou a experimentar e rejeitar os novos sabores, venho enfrentando um dilema dentro de mim mesma para não transformar esse momento de descoberta dela em alguma situação traumatizante. Meu trabalho constante é esse: preparar com amor e oferecer com carinho sem nenhuma (ou quase nenhuma) pretensão. E o que eu faço pra acalmar a mente que se apega no que já aprendeu até aqui nos padrões que vivenciou, mas que sente a ineficácia da repetição e necessidade de desconstruir? Busco informação, sigo a intuição e espero tudo naturalmente fluir...

Método BLW: técnica desenvolvida na Grã-Bretanha onde a criança tem a possibilidade de criar autonomia para se alimentar sozinha - o que minha avó sempre fez na zona rural de Minas Gerais deixando seus fio comer o que quisesse com as mão ;)




































Como repenso todos os dias, acredito que essa tensão da Introdução Alimentar é coisa de mãe e não de filho. A tranquilidade e a fluidez deve acompanhar essa fase de exploração para que as crianças não criem conceitos equivocados nesse momento tão precioso. Nós sabemos o quanto comer com fome e feliz é muito mais gostoso! 



Participo de um riquíssimo grupo de mães ativas que compartilham suas experiências e informações - um prato cheio pra quem gosta de discutir, aprender, refletir e repensar suas práticas na maternidade consciente. Sou muito grata por essa rede de boas ideias, e nesse assunto ganhei esse texto-presente:



NÃO CONSIGO FAZER MEU FILHO COMER - Carlos González

Seu filho sabe do que ele precisa.
Todos os animais do mundo comem o que precisam. Quando uma pessoa passeia pelo campo, ela não encontra animais mortos porque ninguém disse a eles o que comer. Cada um escolhe, além disso, a dieta adequada para a sua espécie; e é tão difícil encontrar um coelho comendo carne quanto um lobo comendo capim. 
Nós, adultos, também comemos o que precisamos sem que ninguém nos diga nada. As pessoas que fazem muito exercício comem mais e as que levam uma vida sedentária comem menos, sem que nenhum especialista tenha que calcular as calorias e dar-lhe a orientação por escrito. Sim, alguns têm certa tendência à obesidade, mas quando se pensa no que poderia acontecer e não acontece, nos damos conta de que nosso sistema de controle da quantidade de comida é muito bom. Se você comesse a cada dia um pouco além da conta, e engordasse vinte gramas diárias, ao final do ano teria ganhado 7,3kg, em dez anos 73kg (mais o que você pesa agora!). Se, ao contrário, perdesse cada dia vinte gramas, em oito ou nove anos teria evaporado completamente, deixando no chão uma pilha de roupas vazias, como os fantasmas dos filmes. E entretanto a maioria das pessoas consegue pesar a mesma coisa, ou um quilo a mais ou um quilo a menos, durante décadas. 
Dá-se a mesma coisa em relação à qualidade da dieta. O mortal comum não sabe nem de quais vitaminas precisa, nem de qual quantidade de cada uma delas, nem que alimentos as contém (sim, você sabe que as laranjas tem vitamina C; mas onde está a vitamina B1, a B12, o ácido fólico?); mas, apesar disso, praticamente ninguém, se não está passando fome por motivos alheios à sua vontade, sofre de escorbuto, de beri-beri, de anemia perniciosa ou de xeroftalmia. 
E como conseguimos isso? Cada pessoa, cada animal, tem mecanismos inatos que o fazem procurar os alimentos de que precisa e comer a quantidade adequada. Mas os que não se convencem com o raciocínio teórico talvez se interessem em saber que, além de ser lógico, isso está comprovado cientificamente. Nas seções seguintes, vamos explicar como as crianças escolhem sua dieta desde que nascem, alterando a composição do leite materno; e como alguns meses depois são capazes de escolher por si mesmas uma dieta adequada.
Papinhas à vontade também.
Já faz mais de sessenta anos que a Dra. Davis demonstrou, numa série de experimentos, que as crianças podem escolher por si mesmas uma dieta equilibrada. Ela oferecia a um grupo de crianças, entres seis e dezoito meses de idade, dez ou doze alimentos diferentes em cada sessão. Eram alimentos puros, sem misturar: cenoura, arroz, frango, ovo... As crianças comiam a quantidade que queriam do alimento que queriam, sem que nenhum adulto tentasse controlar seu consumo. Os maiores comiam sozinhos, os menores eram servidos, sem nenhuma insistência, por um adulto: começava com o primeiro alimento até que a criança fechava a boca, depois o segundo alimento e assim até o final. Durante meses, o crescimento das crianças foi normal e sua ingestão de nutrientes foi, a médio prazo, adequada, embora as variações de uma refeição à outra tenham sido tremendas, o pesadelo dos nutricionistas. As crianças comiam às vezes como um passarinho e às vezes
como um cavalo; e passavam por épocas em que comiam só um ou dois alimentos durante dias, para depois esquecê-los. De uma ou de outra maneira, ao final as crianças davam um jeito de consumir uma dieta equilibrada. Outros estudos mais modernos confirmaram que as crianças pequenas, quando se lhes permite comer o que querem, tanto em condições de laboratório como em sua própria casa, ingerem uma quantidade muito constante de calorias a cada dia, embora as variações de uma refeição à outra sejam enormes.
Mas a criança não vai se empanturrar de chocolate?
Se deixarem, é claro que sim. Ou, pelo menos supomos que sim; parece que não há estudos científicos que demonstrem isso. De todo modo, só se empanturram no primeiro dia e depois se fartam e continuam comendo uma dieta equilibrada. 
As crianças (e os adultos) gostam muito de doces e salgados, e costumamos comer demais de ambos. 


Se dispõem de um mecanismo inato para comer o que precisam, por que as crianças comem tanta besteira? 


Para entender por quê às vezes falha o mecanismo de controle é preciso levar em conta a teoria da evolução. Quando um animal come adequadamente, vive mais e tem mais filhos; a seleção natural, portanto, favorece os animais que tem uma conduta alimentar adequada. Mas a seleção natural demora muitos milênios para atuar, e a conduta que foi adequada em um certo momento pode deixar de ser se as circunstâncias ambientais mudam. 
De que servia para as crianças da caverna de Altamira o gosto por doces e salgados? Não só não havia chocolate, como também não havia sal nem açúcar. As coisas mais doces que tinham era o leite materno, seu principal alimento, e as frutas, carregadas de vitaminas. A coisa mais salgada, provavelmente, era a carne, uma fonte importante de ferro e proteínas. Assim, suas preferências os ajudavam a escolher uma dieta variada e equilibrada. Mas agora temos balas muito mais doces que as frutas e aperitivos muito mais salgados que a carne, e nosso mecanismo de seleção está um pouco desregulado. 
Ainda assim, é surpreendente a força do instinto na hora de escolher uma dieta adequada. Atente à publicidade: quanto menos saudável é um alimento, mais ele precisa ser anunciado. Aperitivos salgados, doces, refrigerantes... Algumas marcas, que já vendem milhões, continuam fazendo propaganda diariamente; elas sabem que, se não anunciassem, as vendas cairiam espetacularmente. Diferentemente disso, a lentilha, a maçã, o arroz e o pão não são anunciados quase nunca, e as pessoas continuam comendo-os. 


Se, por acaso, os especialistas consideram na atualidade que as crianças podem escolher uma dieta saudável, a condição é que lhes sejam dadas coisas saudáveis para escolher. Se você oferece para seu filho fruta, macarrão, frango e ervilhas, e permite que ele escolha o quê e quanto come, é certeza que a longo prazo terá uma dieta adequada... embora talvez passe dois dias só com ervilhas e depois um dia só com frango. Mas se ele tem que escolher entre fruta, macarrão, ervilha e chocolate, então ninguém garante que sua dieta vá ser equilibrada.
Finalmente: a responsabilidade dos pais se limita a oferecer uma quantidade de alimentos saudáveis. A responsabilidade de escolher entre essa variedade e decidir a quantidade que se ingere de cada um não corresponde aos pais, mas sim ao filho.


O que não deve ser feito na hora de comer:


A criatividade das mães na hora de fazer seus filhos comerem não tem limites (os pais costumam participar menos deste assunto, provavelmente mais por indiferença que por reflexão). Começam fazendo aviãozinho com a colher. Depois é hora de distrair (muitas mães usam sem pudor a palavra enganar) a criança com músicas, danças, bonecos ou a inevitável televisão. Em seguida vêm os pedidos (não faz isso com a mamãe!), as promessas (se você comer tudo eu te compro um dinossauro), as ameaças (enquanto você não acabar, não vai brincar), as súplicas (essa é pela mamãe, essa pelo papai, essa pela vovó), as vidas exemplares (olha o Popeye, como come espinafre!). Dizem que uns pais, ao observar que seu filho colocava na boca tudo o que encontrava no chão, tiveram uma ideia genial: todos os dias lavavam bem o chão e depois espalhavam pedacinhos de comida. 


Alguns métodos dão vontade de rir, mas outros dão vontade de chorar, sobretudo na criança.

Vejamos alguns exemplos:

A persistência


Meu filho de cinco meses e meio não quer aceitar a colher. Comecei a tentar aos quatro meses, mas por mais que tentasse (com muita paciência) o menino gritava, cuspia e chorava. Então eu tive que colocar o conteúdo dos potinhos e papinha na mamadeira. Agora faz dias que ele come umas quatro ou seis colheradas sem reclamar, mas depois acabou! Faz uns dias que comecei a colocar a chupeta nele depois de cada colherada, e assim ele acaba tudo.


Muita paciência? Essa é outra confusão.


Paciência seria ter aceitado que seu filho ainda não queria papinhas. Essa mãe não foi muito paciente, e sim muito insistente (se seu filho pudesse falar, provavelmente usaria uma palavra mais forte, chata no mínimo). Ao colocar nele a chupeta depois de cada colherada, o reflexo de sucção engana a criança: em vez de cuspir, ela engole. Passam uns dias e parece que funciona; mas com certeza logo deixará de funcionar. A criança adoeceria se continuasse comendo tudo durante muito tempo, e a natureza raramente permite que isso ocorra.
Ele encontrará outra maneira de cuspir, apesar da chupeta, ou aprenderá a vomitar.


O que fazer se ele já não come - Um experimento que mudará sua vida:


Sua filha não come. Faz meses, talvez anos. Você já tentou de tudo, mas a situação não melhora. Você espera com terror a hora das refeições e na maioria dos dias acabam as duas chorando.
Sua filha não vai mudar. Ao menos não até que o corpo dela peça mais comida, talvez por volta dos cinco anos ou talvez na adolescência. Sua filha de três anos não pode vir amanhã ou segunda-feira e dizer: "Mamãe, estive pensando e decidi que a partir de agora comerei tudo o que você me der sem reclamar. Desse modo você compreenderá que eu te amo muito e espero que nossa relação melhore diante desse gesto de boa vontade." Sua filha não é capaz de pensar algo assim e se o fizesse seria incapaz de manter sua promessa (pois, como já explicamos, ela é fisicamente incapaz de comer mais do que precisa sem adoecer). 
Portanto, a única esperança de mudança vem de você. Você sim pode dizer à sua filha: "Minha filha, estive pensando e decidi que a partir de agora não tentarei te obrigar a comer quando você não tiver fome, nem comidas que te deem nojo." E você pode sim (embora, claro, vá ser difícil pra você) manter a sua palavra. 


Que fique bem claro que não estamos propondo um novo método para que sua filha coma mais. Comerá o mesmo que antes, um pouco mais ou um pouco menos. A questão é que coma contente e feliz e em um tempo razoável, não em duas horas de choros, brigas e vômitos. 
Que fique também claro que não estamos falando de render a sua filha por fome. A idéia não é: "Você é uma menina mal educada, por isso agora vou levar seu prato embora e você vai saber o que é passar fome. Quando você quiser comer, vai me pedir por favor." Isso, além de injusto, seria perigoso; é iniciar com sua filha uma disputa de "vamos ver quem é a mais teimosa" e nisso as crianças costumam ganhar. Em duas ocasiões vi (ou mais exatamente, me contaram anos depois) falhar o método de "não obrigar a criança a comer"; em ambos os casos foi usado como um castigo (embora não tenham sido pronunciadas exatamente essas palavras ou não se pronunciasse palavra nenhuma).
O oposto disso, o que defendemos, é o respeito à liberdade e à independência das crianças. O enfoque correto é: "Não está mais com fome, querida? Muito bem, então escove os dentes e vá brincar." 
Para a maioria das mães, sobretudo as que tem anos de briga por causa de comida, é muito difícil fazer essa mudança, deixar de obrigar seus filhos. Todas as mudanças são difíceis. E o assunto da comida é especialmente angustiante. Conheci mães que, nos primeiros dias que tentaram não obrigar seus filhos, tiveram que sair pra chorar em outro cômodo. Você pensa, honestamente, que sua filha não comeria se você não a obrigasse. Você pensa que ela teria uma anemia, ou até que "morreria de fome". Para adoecer gravemente, sua filha primeiro tem que perder peso. Muito peso. Lembre-se de como ela perdeu peso quando nasceu; muitas crianças perdem 250g em dois dias e voltam a recuperá-las em menos de uma semana, sem nenhum problema. Se sua filha não come, perderá peso. Tem que perder muito para que realmente exista um perigo. Essas criancinhas desnutridas da África que vemos nas fotografias perderam (ou nunca ganharam) cinco ou sete quilos.


Portanto, existe um meio muito simples com o qual você pode controlar o estado de saúde da sua filha e se assegurar de que ela não corre nenhum perigo: uma simples balança. Enquanto sua filha não tiver perdido um quilo de peso, não haverá nenhum problema. Digo um quilo (talvez um pouco menos em bebês pequenos, digamos uns dez por cento de seu peso), porque oscilações de peso menores são totalmente normais, e você acabaria louca se desse atenção a elas. Se você pesar sua filha antes e depois de ela tomar um copo d'água, ela terá ganhado duzentos e cinquenta gramas. E se você a pesar antes e depois de ela ter feito xixi e cocô, terá perdido quase meio quilo. Menos de um quilo não tem importância, e está ainda muito longe do que poderia ser perigoso. 


Mesmo se os argumentos expostos neste livro não tiverem convencido você, mesmo se você continua convencida de que sua filha "se não for obrigada, não come", peço que teste o método, como um experimento. Você não tem nada a perder. Faz meses ou anos que você está nisso, você tentou de tudo. Se você tiver razão, se sua filha não comer nada quando não for obrigada a comer, perderá um quilo, e o perderá muito rápido (um recém nascido pode perder 250g em dois dias apesar de mamar no peito ou na mamadeira, o que quer dizer que sua filha pode perder um quilo em menos de uma semana, se realmente não come nada). Se você tiver razão, o experimento só terá durado uma semana ou menos. Volte a obrigar sua filha como antes e ela rapidamente recuperará o bendito quilo. E você terá o direito de contar a todas as suas vizinhas que o livro do Dr. González é uma besteira. 


Mas se quem tem razão sou eu, se ao deixar de obrigar sua filha a comer, ela não perder um quilo, isso quer dizer que ela comeu a mesma quantidade com você obrigando-a que sem ser obrigada. Quantas horas você gasta para dar o café da manhã, o almoço, o lanche e o jantar da sua filha? Muitas mães gastam mais que quatro horas por dia, quatro horas de choros, gritos e vômitos. Agora, sua filha poderá levar cerca de uma hora por dia para fazer as quatro refeições, e parte desse tempo você nem sequer terá que estar presente. Pense nas coisas que pode fazer com o tempo que sobra: ler livros, escrevê-los, estudar piano... ou, simplesmente, fazer coisas mais agradáveis com a sua filha. Dedicar essas horas para contar histórias a ela, desenhar, construir coisas, brincar, ajudá-la com a lição de casa... Se o experimento funcionar, sua vida, a da sua filha e a de toda a sua família vão mudar. 


Em resumo, o experimento é o seguinte:
1 - Pese sua filha em uma balança.
2 - Não a obrigue a comer.
3 - Volte a pesá-la após algum tempo.
4 - Se ela não perdeu um quilo, continue sem obrigá-la a comer e volte ao passo 2.
5 - Se ela perdeu um quilo, o experimento acabou. Faça o que você quiser.



(Excertos do livro "Mi niño no me come", de Carlos González - tradução de Lia)


Enfim, mais uma vez a natureza nos mostra que é Senhora em seu papel.
Depois de ler isso, rediGi essa reflexão e compartilho com quem se encontrar na nossa experiência em constante aperfeiçoamento e transformAÇÃO.

ComunicAÇÃO:
Recado pra babá pregado na geladeira pra não nos deixar esquecer.

sábado, 4 de outubro de 2014

mãe índia 10 x 0 médica recém formada

Nossa cultura corrompida valoriza o "Dra." antes do nome ao invés da experiência de vida. E num imaginável diálogo com a nova médica da cidade, com pouco mais idade do que eu, deu-se a troca de sabedorias. Médica essa que chegou com o ar de superioridade inconveniente ao me ver amamentar Dandara (1a7m) durante uma reunião familiar:

-Nossa, mas ela com esse tamanho todo e você ainda a amamenta?
-Sim!!! - sorridente, orgulhosa, objetiva, esperando o próximo ataque
-Mas índia, eu sei que é difícil pra mãe... mas você sabe que depois de um ano, o leite materno NÃO TRAZ NENHUM BENEFÍCIO né?
-Claro que traz!!! - sorridente, orgulhosa, objetiva, esperando o próximo ataque
-NÃO TRAZ! NÃO TRAZ! - se achando a última bolacha do pacote
-Sabia que ela que nunca fica doente, teve há uns dias atrás uma inflamação de garganta que não conseguia comer NADA além do mamar? Sabia que a levei no pediatra que até estranhei em não ser desse tipo...
-como eu - envergonhada
-sim, desse tipo que prescreve fórmulas e alimentos industrializados visando mais praticidade do que saúde. Então, esse pediatra disse que sorte dela que ainda mama, pois senão teria que ficar num hospital tomando soro para hidratar - orgulhosamente confiante em seus preciosos poderes maternos de índia, de terra, de vida...
-É mesmo. Tá vai, você venceu! - ironicamente sem muito aceitar a derrota
- Ela come muitos legumes e verduras, grão de bico, lentilha, quase nada industrializado além de uma bolachinha ou algum pão integral com vários grãos... - destilando seu veneno escorpiano de Gingança
-Ai, quero ser assim quando eu tiver o meu bebê também!

 sorrisos e fim do jogo.

E pra visão limitada que não percebe os benefícios que a amamentação traz à vida viva, segue as porcentagens científicas atendendo a sua racional prece que no segundo ano (12 aos 23 meses) 448ml de leite materno fornece:

29% da energia
43% das proteínas
36% do Cálcio
75% da vitamina A
76% do ácido fólico
94% da vitamina B12
60% da vitamina C

de que uma criança necessita

Fonte - Dewey, 2001.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

vem-mamar-amor


meus peitin cheião de leite são mió que silicone
pois além de transcender a estética CAPETAlista vigente
eles acalentam, regam o vínculo e matam toda a fome

meus peitin cheião de leite podem até ficarem murcho

pois em tempos frios e quentes,
quando tá feliz ou doente

são eles que alimentam de amor a alma do meu bebê além de encher todo seu bucho.

Música pra legenda: Malandrinha - Edson Gomes

Giselda Gil / Mamãe Capivara Humanizada
Amor em forma de alimento 19:10

domingo, 3 de agosto de 2014

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2014

aleitamento = amor em forma de alimento
doação boa, exemplo bem feito
agora além de sua saúde viva,
sua filhinha Líndia só anda com ela perto do peito!
E pra visão limitada que não percebe os benefícios que a amamentação traz à vida viva, segue as porcentagens científicas atendendo a sua racional prece que no segundo ano (12 aos 23 meses) 448ml de leite materno fornece:

29% da energia
43% das proteínas
36% do Cálcio
75% da vitamina A
76% do ácido fólico
94% da vitamina B12
60% da vitamina C
de que uma criança necessita
Fonte - Dewey, 2001.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Leite rio / Mundo-mar

Canção é o que não falta para embalar esses momentos de doação
curtimos cada mamada, no ritmo do pulsar do coração
a mesma frequência, uma encantada sinfonia...

Amor em forma de alimento, a mama em atenção
Sinto meu rio se desaguando em seu mar de explorAÇÃO
E assim nos despedimos e iniciamos um novo dia!

Foto: Eduardo Borges

"Ouve o barulho do rio, minha filha
Deixa esse som te embalar
As folhas que caem no rio, minha filha
Terminam nas águas do mar

Quando amanhã por acaso faltar
Uma alegria no seu coração
Lembra do som dessas águas de lá
Faz desse rio a sua oração

Lembra, minha filha, passou, passará
Essa certeza, a ciência nos dá
Que vai chover quando o sol se cansar
Para que flores não faltem
Para que flores não faltem jamais"

sábado, 8 de março de 2014

8 de março - MAMAÇO!

Foto: Sebastião Salgado

Comigo sempre acontece, de estar chupando um sorvete delicioso e passar um zoião tão grande em cima dele até que o pedaço da cobertura ou aquela lasquinha de chocolate de dar água na boca caia no chão.
Dando de mamar na Terra atual tá sendo mais ou menos assim: os holofotes que estão acostumados em comprar e preparar fórmulas de leite e acham a plasticidade de uma mamadeira mais normal do que o calor do seio materno, crescem os zóio pra cima de mim nesse ato saudável e sagrado de doação. Alguns com a crítica pela exposição, outros com inveja da conexão e quase todos por machismo em comparar este lindo ato com alguma demonstração sexual.
Então com aquele ar de indiferença, nem preciso dizer: pode olhar bando de animal! Pois mesmo que meu seio caia mais um pouco, ele não despenca do meu corpo e enquanto eu lutar por paz e minha consciência aqui não jaz, transbordo amor em minhas regras vitais jorrando leite bom na cara dos caretas sem precisar partir pro soco!

Viva nosso inato poder sutil!
Acorda mulherada do Brasil!

Mamãe Capivara MarGinal - Giselda Gil
Resisto, logo existo.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A MAMA EM ATENÇÃO - AMAMENTAÇÃO - AMOR EM PLENA AÇÃO



“Quando uma mãe beija seu bebê, recolhe amostras dos germes patógenos que estão no rosto do bebê a ponto de serem ingeridos. Os órgãos linfoides secundários da mãe, como as amídalas, e as células "b" de memória são reestimuladas. Estas células "b" migram até as mamas da mãe onde se produzem os antibióticos específicos que seu bebê precisa”.

[Lauren Sompayrac, autora de How The Immune System Works - Como trabalha o Sistema Imunológico]

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Existe aleitamento Hereditário?

À luz do sagrado sol mamãe me amamenta
no início dos anos 90.

Então quer dizer que desde menina aprendi que a melhor vacina vem de dentro pra fora
E que é a mãe Terra quem nos ensina que a Natureza é sempre Senhora _/\_


Sou muito feliz por contemplar minha minha vez de reproduzir esse precioso ato de doação...

Mamíferas em ação, mamas em plena produção
Celebremos o poder das tetas 
com muita fartura, saúde e Gratidão! 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Introdução Alimentar Complementar ao Aleitamento Materno (após o 6° mês)

Introdução alimentar,
fase que parece ser difícil
trocar as tetas da mama em livre demanda por aquilo ou isso
nada de brigar ou forçar o neném arisco
eis que nossa criatividade é posta em risco...



No almoço vai ter um festa

nada de enlatados e papinhas da nestlé

vai ter purê de batata
 com alguns legumes bem fresquinhos pra você...

Não tem microondas, aqueço tudo no fogão

misturo com meu leite pra ficar bem gostosão

Que felicidade, amor no coração

tudo é muito lindo e termina com o refrão -

PARABÉNS uuuhul PARABÉNS!!!
Dandara come tudo e mamãe fica feliz!!!

(Cantem comigo - choooora XUXA!) 

~x~


Cada casa tem seu ritmo,cada mãe, cada bebê 

cada família

Criatividade e dedicação sem pressões,

faz cada fase fluir numa maravilha

E assim seguimos nos alimentando

Aos poucos, sem pressa e consciência

Estimulando o prazer de comer bem com amor e

 paciência!

domingo, 23 de junho de 2013

LUA DE LEITE PROLONGADA

Hoje minha bebezica completa 4 meses de pura gostosura e saúde terrestre.

Modéstia parte está sendo muito bem cuidada e nutrida da melhor forma possível: aleitamento materno exclusivo graças à natureza selvaGi e confiante da mamãe que vos fala...

As pessoas desacreditam quando me perguntam: "Ela tá só no peito?" - referindo-se curiosos à gostosura em que Dandara se apresenta (coradinha, cheia de dobrinhas e toda sorridente)e eu respondo (orgulhosa): Sim! Aleitamento materno EXCLUSIVO até ela completar 6 meses!
"O leite materno é fundamental para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida, por ser um alimento completo, fornecendo nutrientes em quantidade adequada (carboidratos, proteínas e gorduras), componentes para hidratação (água) e fatores de desenvolvimento e proteção como anticorpos, leucócitos (glóbulos brancos), macrófago, laxantes, lipase, lisozimas, fibronectinas, ácidos graxos, gama-interferon, neutrófilos, fator bífido e outros contra infecções comuns da infância, isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo da criança. Já foi demonstrado que a complementação do leite materno com água ou chás é desnecessária, inclusive em dias secos e quentes. Recém-nascidos normais nascem suficientemente hidratados para não necessitar de líquidos, além do leite materno, apesar da pouca ingestão de colostro nos dois ou três primeiros dias de vida.

O leite humano, em virtude das suas propriedades anti-infecciosas, protege as crianças contra infecções desde os primeiros dias de vida. Além de diminuir o número de episódios de diarreia, encurta o período da doença quando ela ocorre e diminui o risco de desidratação."