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sábado, 4 de outubro de 2014

mãe índia 10 x 0 médica recém formada

Nossa cultura corrompida valoriza o "Dra." antes do nome ao invés da experiência de vida. E num imaginável diálogo com a nova médica da cidade, com pouco mais idade do que eu, deu-se a troca de sabedorias. Médica essa que chegou com o ar de superioridade inconveniente ao me ver amamentar Dandara (1a7m) durante uma reunião familiar:

-Nossa, mas ela com esse tamanho todo e você ainda a amamenta?
-Sim!!! - sorridente, orgulhosa, objetiva, esperando o próximo ataque
-Mas índia, eu sei que é difícil pra mãe... mas você sabe que depois de um ano, o leite materno NÃO TRAZ NENHUM BENEFÍCIO né?
-Claro que traz!!! - sorridente, orgulhosa, objetiva, esperando o próximo ataque
-NÃO TRAZ! NÃO TRAZ! - se achando a última bolacha do pacote
-Sabia que ela que nunca fica doente, teve há uns dias atrás uma inflamação de garganta que não conseguia comer NADA além do mamar? Sabia que a levei no pediatra que até estranhei em não ser desse tipo...
-como eu - envergonhada
-sim, desse tipo que prescreve fórmulas e alimentos industrializados visando mais praticidade do que saúde. Então, esse pediatra disse que sorte dela que ainda mama, pois senão teria que ficar num hospital tomando soro para hidratar - orgulhosamente confiante em seus preciosos poderes maternos de índia, de terra, de vida...
-É mesmo. Tá vai, você venceu! - ironicamente sem muito aceitar a derrota
- Ela come muitos legumes e verduras, grão de bico, lentilha, quase nada industrializado além de uma bolachinha ou algum pão integral com vários grãos... - destilando seu veneno escorpiano de Gingança
-Ai, quero ser assim quando eu tiver o meu bebê também!

 sorrisos e fim do jogo.

E pra visão limitada que não percebe os benefícios que a amamentação traz à vida viva, segue as porcentagens científicas atendendo a sua racional prece que no segundo ano (12 aos 23 meses) 448ml de leite materno fornece:

29% da energia
43% das proteínas
36% do Cálcio
75% da vitamina A
76% do ácido fólico
94% da vitamina B12
60% da vitamina C

de que uma criança necessita

Fonte - Dewey, 2001.

domingo, 11 de maio de 2014

Dia de mãe = todos os dias e noites


Por aqui, hoje é mais um dia de celebração da maternidade - presente e ativa!

Essa foto já é antiga, mas é uma das que retratam 1/3 da nossa incontestável sintonia. Todo dia é de bom dia e a cada um, uma nova alegria! Gracias a la vida...

É esse olhar puro, que naturalmente sem nenhuma pressão me impulsiona a ser uma pessoa cada vez melhor. De certa forma é ela quem me educa e é muito PRAZEROSO e GRATIFICANTE me ver uma referência exemplar. E quem não se permite à sabedoria que uma criança traz, eu tenho é dó.

"Quem vê assim pensa que você é muito minha filha, mas na verdade você é bem mais minha mãe..."

Sem poder, sem photoshop - só o AMOR conhece o que é VERDADE!
Imagine se perseguir, calcular, pressionar essa missão não é um crime?

Bom dia dedicAÇÃO amável e amorosa!
Bom dia minha bizerrinha peixuxa totosa!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

SLINGAMOR

Num tempo em que até dar a luz naturalmente é uma coisa estranha e as interferências artificiais desnecessárias que são normais, todo resgaste a formas sabiamente quentes de investir no vínculo afetivo entre humanos é muito valioso para combater a frieza que impõem os senhores da guerra.

Compartilho para expandir:





"O sling é tão antigo quanto o homo sapiens. Para entendermos melhor vamos usar o exemplo dos primatas. Há milhões de anos esses animais já usavam seus pelos para carregar seus filhotes de um lado para o outro. Anos mais tarde começou o uso de peles e tecidos para nos vestir e carregar nossos bebês.

A maioria dos povos usou e ainda usa o sling. Em nosso mundo moderno é que se perderam vários costumes ancestrais de maternidade. Já não parimos pela vagina e numa posição vertical, já não carregamos nossos bebês como antigamente, já não amamentamos nossos bebês até quando eles próprios decidam parar, já não dormimos juntos com nossos bebês. Ainda bem que hoje tem um número considerável de mães e pais querendo resgatar essas formas de criar os filhos, adaptando à nossa realidade moderna.

Na maioria das culturas sempre se usou e ainda se usa. Esse hábito foi quebrado por um período muito curto na história ocidental. No fim do século 19 a rainha Vitoria popularizou o uso do carrinho entre as famílias ricas na Europa. Era comum e chique deixar os filhos com uma babá, que passeava com os bebês no carrinho pelos parques. Os pais não dormiam mais juntos com os bebês e achavam que não deveriam dar muita atenção a eles para não mimar. O sling foi visto como coisa de pobre. Foi aí, na primeira metade do século 20, que foi destruído o conhecimento milenar de maternar, amamentar, cuidar do bebê, parir naturalmente, dormir juntos, carregar no sling, etc. Tudo isso pelas novas crenças de não mimar o bebê.
Hoje a ciência já provou o contrário, que não existe bebê mimado e que eles precisam do contato físico para crescer saudável e se desenvolver. Eles só pedem o que é direito básico deles. O carrinho ainda é visto como um símbolo de status. Saber que as pessoas deixaram de usar o sling para utilizar o carrinho é muito frustrante. Muitas pessoas e culturas tradicionais deixaram de usar o sling porque parece "coisa de índio". Na Europa e nos Estados Unidos as pessoas usam o sling em vez do carrinho porque sabem das vantagens para seu bebê. A destruição deste conhecimento ancestral de maternar foi devastador para nossa sociedade. Há três décadas que começamos a resgatar o que foi perdido, o processo é lento, mas ganha adeptos no mundo inteiro."

Até Ogros de um Reino tão tão distante conhecem os benefícios que traz o uso do sling
para carregar seus filhotes com amor e afeto.