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sábado, 11 de outubro de 2014

improvisAÇÃO

domingo, dia lindo
de sol e eleições
minha mãe foi votar
minha filha dormiu
e eu que cubro e redescubro meu título,
eleGi a ARTE e o AMOR
que permitem fluir minhas emoções
mesmo que de um modo ridículo, ela sorriu.

Em menos de 30min
transmutando qualquer dor
realizei meu direito mais prazeroso:
a ação expressa, a improvisAÇÃO
deixar a arte descontraída falar por mim
refletindo minha escravidão à alegria 
perguntando se todo carnaval tem seu fim

contemplando a beleza aproveitável do dia
sem tempo pra ensaio ou correção
aGir, entregar, colocar pra fora toda a insPiração

dentre as falácias da imposta democracia
escuto alguém passar na rua e dizer:
ah votei, ele me pagou 150 conto
reconhecendo meu desejo minoria me refuGiei no meu canto
e sem me sentir segura em transferir meus deveres e eleger um representante, apenas canto.

fico com a pureza das respostas das crianças
e pode parecer utopia, mas escolhi me governar
encontrar dentro de mim a maior segurança
e viver plena cada responsabilidade sem tanto reclamar...
minh'alma se manifesta numa eterna festa: DEIXA EU BRINCAR!!!

ImprovisAÇÃO "Todo Carnaval tem seu fim" (?)- vídeo: 



Essa foi a segunda tentativa de filmaGi / vídeo sem corte com alguns erros, QUEBRANÇAs e edições toscas para não deixar esquecer a essência da coisa - Dandara acordou logo na sequência (como mostra foto dela surpresa com minha aparência) e minha mãe chegou reclamando da bagunça (sussa) - quem me/se (re)conhece sabe que é isso aí.
Beijos de corAÇÃO pra corações sinceros,

Gi.
Fotos do resultado pós gravação:


instrumentos da loja de 1,99 + sanfona de caixa de leite feita por mim
E fez-se festa no quintal
Com vizinhos e pássaros conversando
plantas, brinquedos e luzes interagindo 
embaixo das roupas quase secas no varal


Caos criATIVO:
corre corre porque vovó logo chega e neném vai acordar...
SURPRESA!!!

Acordar e ver a mamãe assim: Será que ainda estou sonhando?


sábado, 7 de junho de 2014

Flauta doce - vida doce

Criança adora aprender e
brincando descobre tudo com prazer

O entusiamo é inato até vir alguém e cortar seu barato

Aperfeiçoa-se com os próprios sentidos
 E por quê julgá-los de não desenvolvidos?

Por quê não liberar a explorAÇÃO
e enquadrá-las já de cara no padrão?

Estimular, apresentar, direcionar...SIM!
Obrigar, projetar, transferir...NÃO!

A arte flui e floresce longe do Regime Limitar e a liberdade é o que toca o coração!

Eu caçando tutorial no youtube e penando pra entender as instruções aqui
presencio essa cena de sopro e som mais linda que meus olhos já ou-viram - simples e sábio assim!




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conto de Areia - Banho - Cócoras


Antigamente as mulheres lavavam suas roupas à beira do rio agachadas sobre as pernas, de cócoras sobre as pedras; se conectavam com o trabalho sagrado e com o seus corpos constantemente e a natureza fluía em suas vidas de maneira sábia, sutil e simples. A consciência de seus poderes inatos emergia da terra e ficou registrada, transcendo as mudanças sociais e as transformações do espaço-tempo pois a força de suas missões eram e ainda são tão fortes que prevalecem em nossas almas femininas acordadas, resistentes e emponderadas onde nenhum tipo de controle ou imposição ditatorial poderá submetermo-nos a esquecer.
Uma das provas da sabedoria que a natureza tem, tive a dádiva de receber no dia 23/02/13 d.C. na Casa Angela - Centro de parto normal humanizado: 

[trecho do meu relato de parto] Fui recebida por dois anjos que estavam de plantão, que auxiliaram sutilmente meu instinto materno e minha força inata de parir da forma mais sábia e natural possível (o que todas as mulheres são capazes e precisam apenas se lembrar que possuem esse dom). De cócoras, uma força estranha tomou conta de mim que foi maior do que a dor das contrações. E na minha "partolândia" confesso que me veio na cabeça várias imagens dos partos de animais que havia assistido e doidamente me vi uma capivara parideira que acreditando na sua capacidade inteli-gente-animal, apenas se concentrou nas etapas atingidas do seu renascimento e... juro foi tudo muito rápido! Foram mais ou menos uns três gritos fortes que eu até desconheci o som da minha voz com muita garra e determinação, e como num passe de mágica por um círculo de fogo Dandara chegou das águas mornas do meu ventre-rio pra esse imenso mundo-mar. Nada de médico, nada de desespero, nada de pressa, nada de soro na veia, nada de ocitocina, nada de corte, nada de pontos, nada de lavagem intestinal, nada de interferências no processo natural. (SIMMM.. nada disso foi necessário!) Não sei se ria ou se chorava por vê-la na nossa frente quietinha apenas resmungando no chão. Acho que podemos chamar de alumbramento o que nesse instante se apossou de mim e com o resto de força que me restou após aquele maravilhoso trabalho, contemplei encantada/boba aquele lindo milagre.
Fomos acolhidos e amparados (mamãe, papai e filhinha) desde o acompanhamento pré natal/durante e após o parto pelas mais queridas mãos de quem sabe o que faz e trabalha feliz com amor e humanidade. (SIMMM isso ainda existe nos dias de hoje e podemos crer no poder benéfico e transformador que isso tem).
Desde então, a paz invadiu o meu coração... e eu, minha filhota e todas as almas amigas que nos acompanharam respiramos eterna GRATIDÃO!!!
1 ano e 3 meses se passaram e de cócoras ainda continuo reverenciando esse nosso maravilhoso presente com muito AMOR, carinho, música e dedicAÇÃO assim como antigamente.

Giselda Gil / Mamãe Capivara Marginal.

domingo, 18 de maio de 2014

Presentes significATIVOS

Depois do dia em que me comprometi sobre que o ato de presentear alguém nunca mais seria sinônimo de comprar, comecei a criar e depositar amor através das minhas próprias mãos às pessoas que receberão meu carinho em forma de presente. Desde então como recompensa colho relações muito menos plásticas e mais sinceras!!!
1)"Um submarino é aquele que fica embaixo do mar, assim como um bebê submerso nas águas do ventre de sua mamãe antes de nascer...

E desde que nasce, esse bebê faz música: quando tá com fome, quando tá com sono, quando quer brincar...

Que você siga com muita saúde e seja sempre amado e abençoado
Parabéns Thiago!"

2)O objetivo pedagóGIco deste instrumento de sopro é estimular a criança a externizar os seus mais variados sons!
-de dentro pra fora - de fora pra dentro-
Parabéns Sofia!!!


"Viver é afinar um instrumento - de dentro pra fora - de fora pra dentro - a toda hora a toda momento - de dentro pra fora - de fora pra dentro"
Chocalhos de garrafinha pet + tampinhas.

Materiais reutilizados:

1)Garrafinha pet + tampinhas dentro;
Embalagem de lenço umedecido + rolhas de vinho;
Durex colorida, e.v.a e cola quente.

2)Rolo de saco plástico (grosso) + papel alumínio + embalagem de ferrero rocher + durex prateado + e.v.a colorido

quarta-feira, 14 de maio de 2014

O milagre de Santa Luzia

Por aqui criança sorri e soma
e quem chora é só a sanfona...


1º passo: não se preocupar com a bagunça

Materiais reutilizados:

- caixas de leite
-papel crepom vermelho
-"bandeja de frios" para o teclado
-durex colorido
-adesivos
-figuras de revista
-e.v.a
-cola quente
-tesoura
-inspiração e criATIVIDADE
Resultado Final: Frente e Verso
Resultado transcendental: ELA curtiu e aprendeu a fazer LALALALALÁ quando "TOCA"
Craiadora = CriAÇÃO
Preferia ao vivo do que em discos ou cd's,
mas como sinto além do espaço-tempo, com Luiz Gonzaga podemos para sempre conviver
Em uma sexta-feira, 13 de dezembro - Dia de Santa Luzia (invocada como protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.) - nasceu o Rei do Baião trazendo pro mundo muita música e alegria. PS: O segundo nome da Dandara é Luzia!


"Ó Santa Luzia conservai a luz dos meus olhos para que possa ver as belezas da criação


o brilho do sol, o colorido das

 florestas e o sorriso das crianças."


Fato recente ou foto antiga? Eis a questão perceptiva






"Há mais de 30 anos sem viajar de avião, Dominguinhos conduz sua caminhonete pelas diversas regiões onde a sanfona ganhou destaque e onde surgiram seus maiores intérpretes. A série busca compreender o universo do instrumento em cada uma dessas localidades: o nordestino e sua saga de retirante, a partida e o desejo de um dia voltar; o pantaneiro e sua atitude contemplativa, conectada ao tempo da natureza; o gaúcho e sua ode às tradições, o orgulho pela terra natal; e o paulista que, dividido entre a cultura caipira tradicional e o cosmopolitismo da metrópole, cria um estilo no qual todas as tradições estão presentes. A popular sanfona ganha diferentes nomes, conforme a região: acordeão, pé de bode, oito baixos, fole e gaita, entre outros. Musicalmente, o instrumento se caracteriza como capaz de traduzir as mais variadas culturas, seus diferentes povos e tradições"




VIVA LUIZ GONZAGA!!!

 VIVA DOMINGUINHOS!!!