Acordo num pulo, alongo o corpo e mente pra mais um dia de trabalho integral com crianças: a cria que insiste em ficar na cama, o caminho até a escola, o contato direto com a "adolescência" de bebês entre 2 e 3 anos... saímos da escola, chegamos em casa, a cria dorme o soninho da beleza, começo a estudar e quem disse que a criançada da escola na frente de casa deixa?
Haja enerGia!
Haja Ginga e Gisposição pra não pirar o cabeção nesse mar imenso de pureza e preciosa percepção chamado EducAÇÃO!
"Onde está nosso espírito lúdico? Qual o lugar do brincar nas nossas vidas? Os remédios tarja preta parecem ser a cura imediata para ansiedade, insegurança, medo e depressão. Mas o que aconteceria se colocássemos uma dose de tarja branca no nosso dia a dia?
Por meio de reflexões de adultos de gerações, origens e profissões diferentes, TARJA BRANCA, dirigido por Cacau Rhoden e produzido pela Maria Farinha Filmes, explora o conceito de espírito lúdico, tão fundamental à natureza humana, e sobre como o ser humano contemporâneo se relaciona com ele."
Lapidando a consciência e transmutando a ironia socrática, a categoria aristotélica e o idealismo platônico imposto, resgato o impulso que me leva a experimentar o que real-mente gosto através de experiências como estas que trazem o Amor exposto. É no AGORA que temos VEZ e VOZ para expressar toda a sensibilidade e acolhimento que necessita a educAÇÃO. Quem ama o que faz também sente o que se sabe. Me emocionei bastante com o filme todo, mas nos 44:16 particularmente me estremeci de encantamento com as crianças curiosas, correndo atrás e pegando um sapo/perereca na mão - desconstruirei tanta coisa em mim, que sinto que um dia ainda chegarei lá nessa tamanha pureza corajosa, assim de mãos e olhos abertos. "Não sei porque todo mundo tem nojo de sapo, tipo minha mãe" Gratidão pelos ensinamentos, criançada iluminada! Salve Mestre Tião Rocha!
Giselda Gil - Mamãe educadora
Capivara Humanizada "O documentário “Quando sinto que já sei” registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil. A obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola.
Projeto independente, o filme partiu de questionamentos em relação à escola convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estavam sendo deixados fora da sala de aula.
Durante dois anos, os realizadores visitaram iniciativas em oito cidades brasileiras – projetos que estão criando novas abordagens e caminhos para uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade."
de que vale o brinquedo sem ter alguém pra brincar?
eu tive sorte. cresci cercada de irmãos-primos (de acordo com a proximidade afetiva e não sanguínea), que troquei as experiências mais marcantes na fase que mais aprendi o que acho que agora sei sobre mim. Sinto que foram os esconde-esconde, os pega-pega, os polícia e ladrão, os é esse, as corridas, as quedas de patins, skate ou bicicleta, os namorados que eram vassouras, os ensaios e coreografias de danças pra festas, as viagens pro espaço ou pro fundo do mar, as encenações da vida que achávamos ser perfeita, etc que plantaram em mim a visão de mundo plural e movimentado que tanto preciso pra viver e refletir AGORA. Agradeço aos quebra-paus constantes, aos ficar de mal e as reconciliações que aconteciam de forma natural às vezes logo na sequência de uma briga pois precisávamos uns dos outros para completar a brincadeira. Acredito que foi nessa época que senti o que significa o perdão e a convivência com as a/diversidades. Sou muito grata por não ter crescido dentro de uma bolha, de um núcleo familiar pequeno que se fixa às suas limitações e se adoece entre si. Sigo grata por desde pequena ter experienciado o valor de conviver com as diferenças dentro da verdade mesmo que dolorosa, de ter tido coragem de sair da zona de conforto mesmo se depois do realizado e maravilhoso banho de chuva ou de lama o que me esperava em casa fosse uma surra ou um castigo. "Sou da selva, sou leão sou demais pro seu quintal" Reconheço todos os dias e sigo grata à minha origem e alma periférica, que não me coloca nos ilusórios ego-centros da realidade que ascende em detrimento da felicidade dos outros. Vejo claramente que o que o sistema CAPETAlista quer são robôs passivos e hipnotizados pela atratividade limitadora das tecnologias avançadas. Nunca se esqueçam que "o senhor da guerra não gosta de crianças!" Salve-se quem puder!!! Pelo resgate da essência criAtiva que todos têm e sistema televiso nenhum é capaz de corromper. Feliz todo dia, crianças!!!
Grande Mestre de um eterno sorriso e palavras de corAÇÃO!
GRATIDÃO POR SUA VIDA VIVA E POR INSPIRAR TANTO MINHA EducAÇÃO!
Sou muito feliz pelo contato com a sua obra atemporal recheada de sabedoria e sensibilidade...
Que sorte a minha e da minha plantinha por nos assegurar em sua delicada e poética imortalidade!!!
Dandara em seus primeiros passos voadores
"Somente os pássaros engaiolados são dignos de confiança. Pássaros engaiolados não fogem. Mas, ao se engaiolar o pássaro, perde-se a beleza do seu voo, que era o que se amava.
Pássaros engaiolados transformam-se em patos gordos. Patos gordos são dignos de confiança: nem podem nem querem voar. Os espaços vazios não os fascinam. Nunca olham para cima, só para baixo. Nem sabem da existência do céu. Já os pintassilgos são indignos de confiança. Sabem voar. Basta que a porta da gaiola se abra para que voem.
Mais fundamental que o amor é a liberdade. A liberdade é o alimento do amor. O amor é pássaro que não vive em gaiola. Basta engaiolá-lo para que ele morra. Ter ciúme é reconhecer a liberdade do amor. O desejo de liberdade é mais forte que a paixão. Pássaro, eu não amaria quem me cortasse as asas. Barco, eu não amaria quem me amarrasse no cais."
De férias da "ensinagem" acadêmica, porém a fome por aprender me faz querer estudar cada vez mais! Conhecer, se localizar, resgatar e até se espantar com tanto roubo, tanta exploração, tanta coisa óbvia que nos obrigam a esquecer... DOCUMENTÁRIO ESSENCIAL PARA QUEM DESEJA REFLETIR AINDA MAIS SOBRE A CRUELDADE DO SISTEMA CAPETAlista CORRUPTOR DE SEMENTES...
"Educação é uma ação compulsória e forçada de uma pessoa sobre a outra...Cultura é a relação livre entre as pessoas. A diferença entre Educação e Cultura está apenas na coerção, a qual a educação se julga no direito de exercer... Educação é a cultura sob limitação. Cultura é livre"
"O filme examina o pressuposto escondido da superioridade cultural por trás dos projetos de ajuda educacionais, que, no discurso, procuram ajudar crianças a "escapar" para uma vida "melhor".
Aponta a falha da educação institucional em cumprir a promessa de retirar as pessoas da pobreza -- tanto nos Estados Unidos quanto no chamado mundo "em desenvolvimento".
E questiona nossas definições de riqueza e pobreza -- e de conhecimento e ignorância -- quando desmascara o papel das escolas na destruição do conhecimento tradicional sustentável agroecológico, no rompimento das famílias e comunidades, e na desvalorização das tradições espirituais ancestrais.
Finalmente, ESCOLARIZANDO O MUNDO faz um chamado por um "diálogo profundo" entre as culturas, sugerindo que nós temos, ao menos, tanto a aprender quanto a ensinar, e que essas sociedades sustentáveis ancestrais podem ser portadoras do conhecimento que é vital para nossa própria sobrevivência no próximo milênio."
1 ano e 5 meses Confesso que realmente, ela tá "DEMAIS", haja braço e enerGia para acompanhá-la: corre por todo lado, aprendeu a escalar a cama, o sofá, os degraus, os bancos, cadeiras e se eu me distraio um segundo a vejo na pontinha do perigo... se joga pra trás, mergulha na cama sem medo como se eu visse uma paraquedista bebê desafiando as leis da física e quando cai olha pra mim gargalhando pois sabe que eu não brigo. Observo, reparo, corro pra acolher e fazer dos meus braços compreensíveis o seu melhor abrigo. E agora, dentro da normalidade que diz que preciso moldá-la ou restringir suas infinitas possibilidades que nesses 16 meses tanto aprendo e sigo, normalidade essa que quer cortar suas asas dizendo que a vida livre é de grande risco, devaneio colorindo o sonho da nossa fuga com o circo! Giselda Gil/ Mamãe Capivara Marginal 22:53
Meu trabalho é principalmente BRINCAR e quem disse que estando em casa de férias parei de trabalhar? Ser mãe é educar, criar, guiar, cuidar, acolher, dar carinho e mamar...e se não desse trabalho, não existiria a profissão de babá!
Com os filhos dos outros (que já estou com saudades) e com a minha - nem sei descrever a felicidade em poder gastar e trocar energia com fontes tão puras e sábias! Oh, quanta alegria!
Posso até querer curtir uma tristeza, mas quem disse que essas luzinhas de cócegas deixam?
só de ver as cores verde e amarelo juntas, ela fala: BAZIL!
Ela é uma criança e se contagia com todos esses artifícios
grita gol quando vê bola, "só se não for brasileiro nessa hora"
porém eu, sou adulta e me contentar com injustiça é muito difícil
Sim, é a primeira copa da vida dela - copa da TV (visão distante) só se for
porque a realidade que a mídia CAPETAlista não mostra, é puro horror
Limpeza social, moradores de rua varridos para baixo do tapete, aumento da exploração sexual infantil, saúde precária, transporte caótico, pra não falar da educação...será que é muita utopia e romantismo querer nos proteger de tudo isso Brazil ou lhe entregar minha consciência desperta faria menos dolorosa a hipnotizada massificada aceitação?
Me identifico e admiro esse clima de festa, esse sorriso banguelo
essa mania brasileira em se reunir e colorir as adversidades, mas essa cegueira e investimento ao crime cruel e organizado é muita ignorância e manipulação!
Acorda país, resgate sua raiz e veja que o coringa do jogo está em sua própria emoção!
Filha, "o Brasil não é só verde, anil e amarelo
o Brasil também é cor de rosa e carvão"
A COPA DAS PANELAS É NOSSA!!!
O Brasil que não sai da cozinha, se vê pela TV fazendo parte do acesso impo$$ível aos estádios dos milhões
pobres corações, doam ao sistema CAPETAlista todas as suas emoções...
O povo investe em sua própria corrupção no ingresso da sua decadência, enquanto o sistema goza em sua cruel ascensão munido de artimanhas e influências
Pelo resgate da diversidade, ostentação de simplicidade e todos os bens coloridos de nossa terra rica que dinheiro nenhum pode comprar!
Acorda BrazzZZzil - vamos sair da Matrix e revolucionar!!!
Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado - Nelson Mandela
"Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: 'Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?'. Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?'. Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo"
QUEM É VIVO, MESMO MORTO SEMPRE APARECE... SALVE SALVE MESTRE MANDELA!!!
O que mais incomoda a percepção alheia cheia de críticas na ponta da língua, olhares de canto que cochicha tanto é me ver achando graça quando ela faz "pirraça". Pra maioria dormindo, é inconcebível ver uma criança no "domínio" ou sendo respeitada na sua vontade agindo numa relação de igualdade. Pois podem falar! Não estou aqui pra ser autoridade, muito menos nossa relação se restringirá em classificações ou hierarquia. Estou aqui pra transmitir respeito através do exemplo, conexão, sintonia, aceitação e amor... seus filhos reconhecem isso ou aceitam as suas imposições por medo da surra, da briga, da dor ou do castigo? Podem falar, que eu nem ligo! Afinando a consciência é possível Crescer Sem Violência! Gi, mamãe Capivara MarGinal Resisto, logo existo.
"A aceitação é como um solo fértil que permite a uma pequena semente transformar-se na linda flor que ela é capaz de vir a ser. O solo apenas capacita-a a transformar-se em flor. Ele liberta a capacidade da semente de crescer, mas a capacidade está inteiramente dentro da semente. Assim como a semente, a criança também contém dentro do seu organismo a capacidade de se desenvolver. A aceitação é como um solo que capacita a criança a realizar o seu potencial" Thomas Gordon
"(...)Está demonstrado que a falta de atenção leva a hiperatividade da criança. Mas, atenção não é superproteção. A criança gostaria de aventurar-se na cidade sozinha. Aí é importante a presença do adulto. Ele não precisa estar segurando a mão da criança todo o tempo. As crianças gostam de liberdade e de atenção dos pais, mas não gostam de superproteção e, muito menos, de vigilância.
Há duas palavras latinas muito importantes quando falamos da criança: infans e ingenuus. Infans significa “sem fala” e ingenuus significa “nascido livre”. Na verdade trata-se de duas concepções da infância. A primeira nega à criança o direito à fala, a expressar sua vontade, seus direitos; a
segunda busca entender a criança como um ser livre, em construção permanente de sua liberdade. A criança tem necessidade de liberdade. A educação formal, escolarizada, muitas vezes burocratiza o saber.
Os adultos escutam pouco as crianças; perderam a relação de alteridade em relação a elas. É uma cultura da dependência. As escolas trabalham com a homogeneidade diante da diversidade das crianças.
E ignoram ou desqualificam o saber delas. O direito da criança é o direito de realizar suas aspirações, o direito de ter esperança, o direito de não ler o livro que não ama. Porque aprendemos quando temos o desejo de aprender. A criança gosta mais de aprender na rua do que a escola. Às vezes tenho a impressão de que as crianças vão para a escola para se livrar dela. Na rua a criança pode fazer suas próprias regras.
Aí ela pode exercer seu direito de sujeito normativo. Na escola as regras já vêm prontas. Ela tem que obedecer e não criar regras. A criança faz espontaneamente a relação entre o formal e o não-formal. A escola precisa de regras claras, mas pode abrir-se mais para a cidade, aprender na cidade, da cidade. E aqui se coloca a questão que vem a seguir. "
PERGUNTA: Que tipo de educação meu filho deveria receber a fim de encarar este mundo caótico? KRISHNAMURTI: Esta é uma pergunta realmente muito ampla, não? Não é para ser respondida em poucos minutos. Mas talvez possa fazê-lo de modo breve e posteriormente aprofundada. O problema não é o tipo de educação que a criança deveria receber, mas sim que o educador precisa de educação, o pai necessita ser educado. (Murmúrio de risos) Não, por favor, este não é um comentário perspicaz para vocês rirem, para se divertirem. Não necessitamos de um tipo totalmente diferente de educação? – não do simples cultivo da memória, que dê a criança uma técnica que ajudará a obter um emprego, um meio de subsistência, mas uma educação que o tornará verdadeiramente inteligente. Inteligência é a compreensão do processo inteiro, do processo total da vida, não o conhecimento de um fragmento da vida. Assim realmente o problema é: podemos, as pessoas adultas, ajudar a criança a crescer em liberdade, em completa liberdade? Isto não significa permitir que ela faça o que gosta, mas podemos ajudar a criança a compreender o que é ser livre porque nós mesmos compreendemos o que é ser livre? Nossa educação atual é meramente um processo de ajustamento, auxiliando a criança a se ajustar a um determinado padrão na sociedade no qual conseguirá um emprego, se tornará uma pessoa exteriormente respeitável, irá a igreja, se ajustará e lutará até que morra. Nós não a ajudamos a ser livre interiormente de modo que ao crescer ela seja capaz de encarar todas as complexidades da vida – o que significa ajuda-la a ter a capacidade de pensar, não ensinando-a o que pensar. Para isso ele mesmo, o educador deve ser capaz de libertar sua própria mente de toda a autoridade, de toda a nacionalidade, das várias formas de crença e tradição de modo que a criança compreenda – com sua ajuda, com sua inteligência – o que é ser livre, o que é questionar, inquirir e descobrir. ... Assim o que realmente está envolvido nesta questão é como educar o educador. Como vocês e eu podemos ajudar a gerar clareza em nós mesmos para que a criança possa também ser capaz de pensar livremente no sentido de ter uma mente tranquila, uma mente quieta por meio da qual coisas novas possam surgir e ser percebidas. Esta é realmente uma questão muito fundamental, Afinal por que é que estamos sendo educados? Apenas para um emprego? Apenas para aceitar o catolicismo ou protestantismo, ou o comunismo ou hinduísmo? Apenas para se ajustar a uma certa tradição, se enquadrar num certo emprego? Ou é a educação algo inteiramente diferente? – não o cultivo da memória, mas o processo de compreensão. A compreensão não vem por meio da análise; a compreensão surge quando a mente está muito quieta, aliviada, não mais buscando sucesso e, portanto, estando frustrada, com medo de fracassar. Somente quando a mente está tranquila, somente então existe a possibilidade de compreensão e de ter inteligência. Tal educação é o tipo correto de educação a partir da qual obviamente outras coisas seguem. Mas muito poucos de nós estão interessados nisso tudo. Se vocês têm uma criança vocês querem que ela tenha um emprego; isso é tudo com o que estão preocupados – o que acontecerá com seu futuro. Deveria a criança herdar todas as coisas que vocês possuem – a propriedade, os valores, as crenças, as tradições – ou deve ela crescer em liberdade de modo que descubra por ela mesma o que é verdadeiro? Isso somente pode acontecer se vocês mesmos não estiverem herdando, se vocês mesmos forem livres para investigar, para descobrir o que é verdadeiro. Obras reunidas de J. Krishnamurti: vol. IX Amsterdam, 19 de maio, 1955 Fonte: Krishnamurti para principiantes – Antologia Básica pág: 124