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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

in progress

reciclar papel, por de molho, esperar, amassar, modelar, esculpir...
amor nas mãos, pensamentos bons, reflexões, clarões e aprendizados constantes - 
Arte e HumanizAÇÃO!
1)papel picado 2) e 3)depois de 1 dia de molho na água, adicionei cola e comecei a modelagem 4)à secar esperando a tinta 
Símbolo de resistência às adversidades presentes, a Capivara é um animal adaptável e pode ser encontrada em inúmeros ambientes altamente alterados pelo homem, inclusive no poluído Rio Pinheiros-SP, sendo as habitantes de lá que me inspiraram em 2009 a dar início aos escritos virtuais sob o pseudônimo Capivara MarGinal - textos, poesias e reflexões de resistência ao fluxo social.

Alquimia - Tempo de Amor
Reciclagem - Revolução Interior

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Renascimento - Regozijo - Gratidão

Foi em casa que ela nasceu e eu renasci.
Na sua casa?
Praticamente sim, pois lar é onde encontro amor como principal alimento, como principal cobertor, como principal aconchego e proteção.
E digo com o coração cheio de saudades que além dos aparatos materiais de primeira qualidade e segurança confiável que recebemos naturalmente sem precisar exigir, o respeito e a consideração foram essenciais para a luz rara chamada Dandara que estava chegando por aqui. Com prazer eu pari e desejo que o futuro da humanidade venha assim! A casa de (re)nascer amor existe em SP na região do M'Boi Mirim, localmente lá e pra onde eu vou numa rica lembrança dentro de mim!


"Um menino nasceu: o mundo tornou a começar!"
(Guimarães Rosa)

Foto/Fato do parto - há 1 ano e 5 meses atrás


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conto de Areia - Banho - Cócoras


Antigamente as mulheres lavavam suas roupas à beira do rio agachadas sobre as pernas, de cócoras sobre as pedras; se conectavam com o trabalho sagrado e com o seus corpos constantemente e a natureza fluía em suas vidas de maneira sábia, sutil e simples. A consciência de seus poderes inatos emergia da terra e ficou registrada, transcendo as mudanças sociais e as transformações do espaço-tempo pois a força de suas missões eram e ainda são tão fortes que prevalecem em nossas almas femininas acordadas, resistentes e emponderadas onde nenhum tipo de controle ou imposição ditatorial poderá submetermo-nos a esquecer.
Uma das provas da sabedoria que a natureza tem, tive a dádiva de receber no dia 23/02/13 d.C. na Casa Angela - Centro de parto normal humanizado: 

[trecho do meu relato de parto] Fui recebida por dois anjos que estavam de plantão, que auxiliaram sutilmente meu instinto materno e minha força inata de parir da forma mais sábia e natural possível (o que todas as mulheres são capazes e precisam apenas se lembrar que possuem esse dom). De cócoras, uma força estranha tomou conta de mim que foi maior do que a dor das contrações. E na minha "partolândia" confesso que me veio na cabeça várias imagens dos partos de animais que havia assistido e doidamente me vi uma capivara parideira que acreditando na sua capacidade inteli-gente-animal, apenas se concentrou nas etapas atingidas do seu renascimento e... juro foi tudo muito rápido! Foram mais ou menos uns três gritos fortes que eu até desconheci o som da minha voz com muita garra e determinação, e como num passe de mágica por um círculo de fogo Dandara chegou das águas mornas do meu ventre-rio pra esse imenso mundo-mar. Nada de médico, nada de desespero, nada de pressa, nada de soro na veia, nada de ocitocina, nada de corte, nada de pontos, nada de lavagem intestinal, nada de interferências no processo natural. (SIMMM.. nada disso foi necessário!) Não sei se ria ou se chorava por vê-la na nossa frente quietinha apenas resmungando no chão. Acho que podemos chamar de alumbramento o que nesse instante se apossou de mim e com o resto de força que me restou após aquele maravilhoso trabalho, contemplei encantada/boba aquele lindo milagre.
Fomos acolhidos e amparados (mamãe, papai e filhinha) desde o acompanhamento pré natal/durante e após o parto pelas mais queridas mãos de quem sabe o que faz e trabalha feliz com amor e humanidade. (SIMMM isso ainda existe nos dias de hoje e podemos crer no poder benéfico e transformador que isso tem).
Desde então, a paz invadiu o meu coração... e eu, minha filhota e todas as almas amigas que nos acompanharam respiramos eterna GRATIDÃO!!!
1 ano e 3 meses se passaram e de cócoras ainda continuo reverenciando esse nosso maravilhoso presente com muito AMOR, carinho, música e dedicAÇÃO assim como antigamente.

Giselda Gil / Mamãe Capivara Marginal.

domingo, 20 de outubro de 2013

MARCHA PELA HUMANIZAÇÃO DO PARTO - ATO 2013

Um manifesto essencial de resgate em prol do futuro saudável da humanidade!


“Para mudar o mundo é preciso primeiro mudar a forma de nascer”. (Michel Odent)


Tá bom, eu sei. Um dia aprendo fazer cartazes mais breves!
Dr. cê não me engana. Cesariana é que dá grana!


"1,2, 3 - 4, 5, 1000 - parto humanizado para todos no Brasil!"

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O RENASCIMENTO DO PARTO


O filme é um tapa bem dado na cara dessa sociedade CAPETAlista ilusória, que quer de todas as formas nos violentar e nos fazer mulheres esquecidas de nossos poderes sagrados, naturais/vitais. Ainda está nos cinemas e eu recomendo à todas as pessoas (não só gestantes e mães) que buscam afinar a consciência!

E atualmente eu continuo não conseguindo pensar em perguntas mais importantes do que estas:


"Qual o futuro da humanidade nascida por cirurgia desneCESÁRIA ou pelo uso de ocitocina sintética?"

"O que vai ser do nosso sistema de produção dos hormônios do amor se eles deixam de ser utilizados?"

"Nós combinamos com o bebê que ele vai nascer sexta-feira quatro da tarde? E se combinamos, ele respondeu pra gente que ele tem condição de nascer?"

"A cesariana é uma cirurgia maravilhosa que salva vidas todos os dias, mas ela não é pra ser feita em todas as pacientes de uma maneira desnecessária fora do trabalho de parto."


Foto tirada na sessão do filme RENASCIMENTO DO PARTO
no CineMaterna dia 10-08.
Não

precisa ser

 inteli-

gente 

pra

responder à

 tudo isso

 de maneira

 coerente à

 natureza

 Real dos

 fatos.E a

 palavra-

chave para a

 tomada de

 atitudes

mais sábias

é

CONSCIÊNCIA!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

SLINGAMOR

Num tempo em que até dar a luz naturalmente é uma coisa estranha e as interferências artificiais desnecessárias que são normais, todo resgaste a formas sabiamente quentes de investir no vínculo afetivo entre humanos é muito valioso para combater a frieza que impõem os senhores da guerra.

Compartilho para expandir:





"O sling é tão antigo quanto o homo sapiens. Para entendermos melhor vamos usar o exemplo dos primatas. Há milhões de anos esses animais já usavam seus pelos para carregar seus filhotes de um lado para o outro. Anos mais tarde começou o uso de peles e tecidos para nos vestir e carregar nossos bebês.

A maioria dos povos usou e ainda usa o sling. Em nosso mundo moderno é que se perderam vários costumes ancestrais de maternidade. Já não parimos pela vagina e numa posição vertical, já não carregamos nossos bebês como antigamente, já não amamentamos nossos bebês até quando eles próprios decidam parar, já não dormimos juntos com nossos bebês. Ainda bem que hoje tem um número considerável de mães e pais querendo resgatar essas formas de criar os filhos, adaptando à nossa realidade moderna.

Na maioria das culturas sempre se usou e ainda se usa. Esse hábito foi quebrado por um período muito curto na história ocidental. No fim do século 19 a rainha Vitoria popularizou o uso do carrinho entre as famílias ricas na Europa. Era comum e chique deixar os filhos com uma babá, que passeava com os bebês no carrinho pelos parques. Os pais não dormiam mais juntos com os bebês e achavam que não deveriam dar muita atenção a eles para não mimar. O sling foi visto como coisa de pobre. Foi aí, na primeira metade do século 20, que foi destruído o conhecimento milenar de maternar, amamentar, cuidar do bebê, parir naturalmente, dormir juntos, carregar no sling, etc. Tudo isso pelas novas crenças de não mimar o bebê.
Hoje a ciência já provou o contrário, que não existe bebê mimado e que eles precisam do contato físico para crescer saudável e se desenvolver. Eles só pedem o que é direito básico deles. O carrinho ainda é visto como um símbolo de status. Saber que as pessoas deixaram de usar o sling para utilizar o carrinho é muito frustrante. Muitas pessoas e culturas tradicionais deixaram de usar o sling porque parece "coisa de índio". Na Europa e nos Estados Unidos as pessoas usam o sling em vez do carrinho porque sabem das vantagens para seu bebê. A destruição deste conhecimento ancestral de maternar foi devastador para nossa sociedade. Há três décadas que começamos a resgatar o que foi perdido, o processo é lento, mas ganha adeptos no mundo inteiro."

Até Ogros de um Reino tão tão distante conhecem os benefícios que traz o uso do sling
para carregar seus filhotes com amor e afeto.


domingo, 7 de abril de 2013

"Quando acabar a maluca sou eu" /"Deixe que digam que pensem que falem..."

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente."Jiddu Krisnamurti

Haja música: "quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém?" - slingando com Amor, abril/2013

Os dois lados do globo discutem sobre uma possível guerra nuclear;
O kg do tomate no mercadinho ao lado = R$9,39;
Os vizinhos curtem alto um funk obsceno com crianças numa festa;
E gente, eu tenho certeza mas estou ficando com preguiça de provar que não estou esmagando minha filha nesse sling, que o que está nos meus dedos é brigadeiro e não eu como cocô.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Plano de Parto

Lá na Casa Ângela a gente faz um "PLANO DE PARTO" com nossos desejos e necessidades para que elas, na medida do possível, possam nos atender com respeito e consideração com o que precisamos nesse momento tão sagrado.

Cada linha do meu, foi reproduzida fora do papel e no meu caso, todo acolhimento foi melhor do que eu poderia ter pré escrito/esperado. 


espero que sirva pra inspirar quem ainda não conhece a importância sutil de uma coisa dessas e para quem ainda não fez o seu, que seja uma ideia!

sábado, 23 de março de 2013

Primeiro mês pós parto: Regozijando os desafios da nova vida viva!

Com a  querida enfermeira Josefa no curso de Primeiros Cuidados com o Bebê oferecido pela Casa Ângela.

Ser mãe é levar um jato de cocô e mesmo com o quarto e a roupa toda suja, agradecer a Deus por sua filha ter conseguido soltar o prisioneiro que fazia sua barriguinha doer.
Isso descobri sozinha, mas como trocar fraldas de pano direitinho e fazer uma almofadinha de camomila pra aliviar a cólica foi na Casa Ângela (Centro de Parto Humanizado) que me ensinaram a fazer.

O Respeito Sagrado ao Tempo Sábio do Cordão

Nos dias de hoje isso até parece coisa extraterrestre, mas foi aqui mesmo em São Paulo-SP 23.02,13 que aconteceu:

Papai cortando o cordão umbilical DEPOIS QUE PAROU DE PULSAR enquanto ela estava calminha nos meus braços reconhecendo com a gente a vida, esta grande e incrível novidade - com a Parteira Franciely Schermak

"Muitos estudos científicos têm comprovado os
benefícios do corte tardio do cordão umbilical. Mas se pararmos para observar o lado do bebê e até outros mamíferos, fica fácil de entender.

O cordão umbilical sai do umbigo do bebê e se liga na placenta. A placenta por sua vez, está ligada a parte interna do útero materno. Durante toda sua vida o bebê recebeu oxigênio, sangue e nutrientes filtrados pela placenta. Envolto pela bolsa d’água, ele estava protegido, aquecido e confortavelmente apertado.
O parto é uma transição muito importante tanto para a mãe quanto para o bebê. O bebê passa pelo canal vaginal, o que estimula a saída de líquido pelas vias aéreas e também é importante para imunidade do bebê. Quando ele sai seus pulmões se expandem e a temperatura muda, estimulando a respiração. Mas o cordão umbilical ainda está ligado no bebê como esteve durante 9 meses! E ainda continua pulsando, enviando oxigênio, sangue e nutrientes.
Dessa forma o bebê ainda recebe oxigênio do cordão umbilical e tem a chance de aprender a respirar sem um corte abrupto dessa fonte. o cordão pode pulsar por vários minutos, soube de um cordão que pulsou por 40 minutos ! Ele pára de pulsar naturalmente e passa de um cordão grosso e cheio de vida para fino e branco. Eu já vi bebês muito saudáveis só resmungarem, dar um chorinho, mas logo pararem… mas na minha prática com parto domiciliar só cortávamos o cordão depois de a placenta sair. Observe a foto do cordão umbilical ao longo de 15 minutos.



Se o corte é feito logo que o bebê sai, claro que ele vai dar aquele choro forte na hora, pois ele é obrigado a expandir os pulmões se não ele fica sem oxigênio! Além de também ficar sem o aporte sanguíneo que ele naturalmente deveria receber, que fica preso na placenta. Um desperdício! O bebê ganha cerca de 100 ml a mais de sangue pelo cordão umbilical até o 3o minuto de vida, o que é um volume considerável para um bebê. E esse aporte sanguíneo previne anemia no primeiro ano de vida. Há evidências suficientes para que aconteça a mudança na prática. Uma das recomendações da Organização Mundial de Saúde é o corte tardio do cordão umbilical.
Entre os outros mamíferos o corte do cordão umbilical é realizado depois da placenta ter nascido ou até mesmo horas após o parto. Pois se eles cortassem antes o filhotinho provavelmente teria uma hemorragia, pois eles não têm clamp para clampear o cordão umbilical e prevenir que saia sangue pelo coto umbilical. Então a natureza mostra que essa prática não é natural… não sei em que momento na história decidiram que cortar o cordão umbilical logo que o bebê nasce é benéfico. Mesmo o tétano neonatal poderia ser na sua grande maioria prevenido se o cordão umbilical fosse cortado algumas horas após o parto.
O cordão umbilical também tem o tamanho perfeito para o bebê ir direto para o colo da sua mãe, sem que seja cortado. E é ali que o bebê precisa estar. Do lado de fora de onde ele estava, na barriga da sua mãe. Para a mãe também é um presente ter seu tão esperado bebê em seus braços, trocar cheiro e olhares.É um momento fundamental para o vínculo entre mãe e bebê. A amamentação geralmente inicia nessa hora. É também confortante, pois o bebê estava dentro da sua barriga, então não dá aquela sensação de “vazio”. Também estimula a liberação de ocitocina materna e faz um peso no útero, evitando hemorragia e estimulando a saída da placenta.
Então, para que a pressa? A pressa é inimiga da perfeição! É tão simples, não requer mais habilidades, equipamentos ou investimento. Mas requer uma coisa: Paciência do profissional. Apenas esperar alguns minutos traz tantos benefícios!
A natureza é muito Sábia."
- Informações retiradas de: http://partopelomundo.com/blog/pt/2012/05/15/umbilical-cord-clamping-why-to-hurry/#sthash.MiF4FmbS.dpuf

segunda-feira, 18 de março de 2013

O Renascimento do Parto 1

Compartilho esse filme (que acredito que em breve estará disponível para download aqui na internerd) direcionando-o não só as futuras mamães e papais amigos meus, mas à todo ser humano aqui presente que busca uma consciência racional, pura e verdadeira além da imposta pelos senhores da guerra que estão corrompendo até nossos hormônios naturais e nos drogando com ocitocina sintética e outras interferências desnecessárias frente aos preciosos processos do nascimento




"O que que via ser do nosso sistema de produção dos hormônios do amor, se eles deixam de ser utilizados, eles passarem a serem inúteis? O que significa isso a nível de civilização?"


"O ator principal do parto tornou-se o médico, homem, o produto desse nascimento é o bebê e a mulher é um sub-produto secundário... Pro surgimento do modelo obstétrico contemporâneo, era fundamental que se criasse a ideia de que as mulheres são essencialmente incopetentes/incapazes para dar conta do processo de nascimento por si mesmas"

sábado, 16 de março de 2013

O (Re)Nascimento


Foto/relato: Missão cumprida (curta e muito feliz)

VantaGIS do parto natural: 

Hoje completam-se 21 dias que dei a luz e 20 dias que tiramos essa foto na saída da casa de parto (SIMM... vim pra minha casa firme, em pé e sorridente um dia depois que pari).

Com Camila Nogueira - Parteira e Dandara no colo, na porta de saída da Casa Ângela um dia após o parto.

Cheguei na Casa Angela (Centro de Parto Humanizado) de madrugada com 9cm de dilatação e o transporte da Dandara do meu ventre à Terra não durou nem 1h - SIMM... acredito que NO MEU CASO bastou muito fé e concentração, força física e psico-emocional [trabalhei até o 8º mês num lugar onde rejeitaram minha gravidez do início ao fim - foi difícil, mas no tempo livre fiz hidroginástica no sesc com a 3a idade nos finais de semana, yoga para gestantes com Amanda Lamberte, oficinas e watsu com Aline Tarraga (Naturóloga e Doula) e MUITA sintonia/conexão com o bebê durante toda a GIStação].

Fui recebida por dois anjos que estavam de plantão, que auxiliaram sutilmente meu instinto materno e minha força inata de parir da forma mais sábia e natural possível (o que todas as mulheres são capazes e precisam apenas se lembrar que possuem esse dom e claro, intercorrências existem e a medicina serve para elas - apenas).

De cócoras, uma força estranha tomou conta de mim que foi maior do que a dor das contrações. Confesso que me veio na cabeça várias imagens dos partos de animais que assisti e 'doidamente' me vi uma capivara parideira que acreditando na sua capacidade inteli-gente-animal, apenas se concentrou nas etapas atingidas do seu renascimento...
Foto do nascimento da  Dandara 23/02/13, publicada no Grupo Una 27/04/13 incentivando a beleza do Parto Natural.
Juro, foi muito rápido! Foram mais ou menos uns três gritos fortes que eu até desconheci o som da minha voz entoando uma garra animalesca/selvagem e como num passe de mágica por um círculo de fogo Dandara chegou das águas mornas do meu ventre-rio para esse imenso mundo-mar.

Nada de médico, nada de desespero, nada de pressa, nada de soro na veia, nada de ocitocina, nada de corte mutilante vaginal, nada de pontos, nada de lavagem intestinal, nada de interferências no processo natural. - SIMMM.. NADA disso foi necessário!

Não sei se ria ou se chorava por vê-la na nossa frente quietinha apenas resmungando no chão. Acho que podemos chamar de alumbramento o que nesse instante se apossou de mim, e com o resto de força que me restou após aquele maravilhoso trabalho, contemplei encantada/boba aquele lindo milagre que fui capaz de gestar e parir - tão saudável, tão perfeita!

Fomos acolhidos e amparados (mamãe, papai e filhinha) desde o acompanhamento pré natal/durante e após o parto pelas mais queridas mãos de quem sabe o que faz e trabalha feliz com Amor e sensibilidade.  - SIMMM isso ainda existe nos dias de hoje e podemos crer no poder benéfico e transformador que o tratamento humanizado tem.

Desde então, a paz invadiu o meu coração... e eu, minha filhota, o papai dela e todas as almas amigas que nos acompanharam respiramos eterna GRATIDÃO! 

Com muito amor e carinho à todas as enfermeiras/obstestras e à Casa Angela - Centro de parto normal humanizado todinha milhões de abraços e beijos sem fim.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

E ela não chorou quando nasceu!

O incrível poder da Projeção Visual

Pousou na Terra às 05:50 da madruga e na manhã ensolarada seguinte já estava assim: MAMANDO!

Será que só eu que a via parecidíssima como o bebê da capa do livro Nascer Sorrindo?

Quando chegou, não chorou e confesso que isso me assustou! A parteira a reanimava com calma me explicando: Gi, ela está cansada! E me lembrei de quanta força ela fez com a cabeça pra pular pra fora de mim...  E a gente ainda pensa que só a mãe que faz força no trabalho de parto né? Imaginem o que são as contrações te empurrando pra sair assim? Na manhã seguinte depois de dormirmos bastante, ela MAMOU assim como mostro nessa foto: com esse semblante corado e feliz :)

Primeira mamada / Colostro via wikipédia:

"É uma forma de leite de baixo volume secretado pela maioria dos mamíferos nos primeiros dias de amamentação pós-parto. Composto de vários fatores para o desenvolvimento e proteção como água, leucócitos, proteínas, carboidratos e outros. O colostro vai se transformando gradativamente em leite maduro nos primeiros quinze dias pós-parto.
O colostro tem uma importante função na imunidade passiva de algumas espécies de animais. Nele existem uma grande quantidade de imunoglobulinas, que em determinadas espécies não conseguem passar pela placenta, ficando a cargo total do colostro transferir da mãe para o filho. Além da quantidade de imunoglobulinas, o colostro se difere do leite pela quantidade de sólidos totais, proteínas e demais fatores. Com o tempo, essas diferenças vão diminuindo e essa secreção vai se transformando em leite.1
O colostro é também a única substância capaz de eliminar todos os resíduos de mecônio do trato gastrointestinal do bebê, ajudando o intestino a amadurecer e funcionar de maneira eficiente, além de prevenir o aparecimento de alergias, infecções e diarréia, pelo adequado controle e equilíbrio das bactérias que se desenvolvem no seu intestino. No dia do parto o colostro se apresenta ainda mais rico, daí as primeiras horas de vida serem chamadas por especialistas de "golden hours".
Como o colostro é rico em células imunologicamente ativas, anticorpos e proteínas protetoras, funciona como um primeiro soro (imunização passiva), protegendo o bebê contra várias infecções.
Colostro ajuda a regular o próprio sistema imunológico em desenvolvimento:
É rico em vitamina A que ajuda a proteger os olhos e a reduzir as infecções.
Ao estimular os movimentos intestinais para que o mecônio seja rapidamente eliminado, ajuda na prevenção da icterícia.
Vem em volumes pequenos, de acordo com a capacidade gástrica de um recém-nascido."

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Kill Gil - no preparo para o parto

39 semanas de GIStação - Inspirando com criatividade e coragem o (Re)Nascimento:

Ensaio caseiro feito pelo pai de Dandara em uma noite de insônia e muita GISposição da mamãe samurai aqui :)
Acelerar um processo natural?
Intervenções desnecessárias?
Desacreditar da minha natureza sábia, forte e sagrada?
NÃO!
O ÚNICO CORTE ESPERADO É O DO CORDÃO!

Sorinho/ocitocina sintética na veia?
Cortar o cordão logo quando o bebê nascer?

NananinaNÃO!
Lutamos por HUMANIZAÇÃO!
DAR A LUZ" ensaio caseiro fev/2013

domingo, 27 de janeiro de 2013

Ultrassom Natural

Tcharãn... vejam só minha frutinha verde quase madura pra cair na Terra!



Arte na barriga feita pela Aline Tarraga durante uma oficina para gestantes.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O que é uma Doula?

Uma semana antes do parto, em casa com a minha Doula Aline Tarraga

"A Doula traz a missão de ser guardiã da mulher em seu trabalho de parto, lhe confortando e auxiliando, oferecendo apoio e suporte físico e psicoemocional, prepara a mulher e ou casal para vivenciar com profundidade e plenitude este momento tão sagrado de dar à luz ao seu bebê, cuidando deste primeiro contato tão forte e importante entre mãe, pai e bebê, ajuda também na recuperação após o parto, na amamentação e primeiros cuidados com o bebê.

O trabalho da Doula é um trabalho tão antigo quanto o trabalho das parteiras, há muito e muito tempo, as mulheres se reúnem para gestar, parir e nutrir seus bebês, juntas as mulheres se fortalecem, produzem hormônios, em momentos intensos como o parto se compreendem e se comunicam muito além das palavras, sabem e sentem como auxiliar umas as outras, instinto, intuição, percepção, sabedoria, cuidado, amor, paciência, tranquilidade, confiança, respeito, flexibilidade e presença, são talentos naturais de uma Doula.  

Atuação:

Antes do parto: Através de aulas teóricas, vídeos, filmes, dinâmicas e vivências praticas prepara o casal para o parto, pós-parto, amamentação e primeiros cuidados ao bebê. 

Durante o parto: Acompanha durante todo o trabalho de parto até o nascimento do bebê, dando suporte físico e psicoemocional à mulher e casal.

Após o parto: Encontra a nova família para conversar sobre o parto, oferecer apoio e suporte nos cuidados pós parto, amamentação e bebê."


Uma semana antes do parto, em casa com a minha Doula Aline Tarraga


Registro de Doulas do Brasil:
http://www.doulas.com.br/novo/doulas.php
Explicação retirada do Blog da minha querida e essencial Doula - Aline Tarraga: 

http://gestarnatural.blogspot.com.br/

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Solo Fértil

Desenho à Lápis Aquarela 18-01-2013

"O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.” Rubem Alves

E meu eterno aperfeiçoamento se baseia nessa complexa especialidade... ai, o AMOR!


sábado, 15 de dezembro de 2012

Chá de bebê - A espera de Dandara

A doce espera - como será o rostinho dela?

Somente voltando a ser um bebê para tentar entender o que precisará a que vem chegando por aí... 

Dezembro/2012

Lendo o livro "Nascer Sorrindo do Dr. Frederick Leboyer - um obstetra francês que usa técnicas inovadoras no parto, defende que, como a criança está envolta por líquido, que abafa o som e a mantém no escuro durante toda a gestação, quentinha, aconchegada, o momento do parto é extremamente traumático para ela. De repente, luz, barulho, frio. Esse choque afeta a pessoa deixando seqüelas irreparáveis em sua personalidade. Por isso ele mantém as salas de parto na penumbra e silêncio.
A criança é, depois de 'expulsa', imediatamente envolta de modo a manter-lhe o calor e sua adaptação ao meio externo é feita gradual e lentamente. Depois de alguns meses de aplicação da técnica, foi convocada uma reunião para avaliar os resultados e chegou-se à conclusão de que os bebês nasciam sorrindo, pois o parto se dá sem violência.



Me fantasiei de neném para demonstrar a empatia que me ative ao crescimento do bebê desde quando era um ambrião,
 com muita alegria, cuidado a alimentação, estímulos externos, intensidade de ruídos, etc. e assim minha Gestação foi considerada do início ao fim por todas as pessoas amigas,
 com muito carinho afeto e atenção!
Posicionamento 'radical' faz parte da plantAção! 


A vida corrida na Caostrótopole (São Paulo-SP) não me deixou optar nem em sonho pelo trabalho que dá trocar/lavar fraldas de pano... saberia que não daria conta!

Você também sabia que uma fralda descartável demora para se decompor na terra, aproximadamente 600 anos!!!???

Usamos as fraldas doadas pelos amigos neste chá de bebê até o 11º mês dela, ou seja 330 dias/6 fraldas por dia/1980 fraldas e... perdão, planeta!
Logo logo paramos de contribuir com mais esse sistema do capeta!

Admiro quem consegue manter a total coerência, um dia chego lá...

Ah, e ela NUNCA precisou de chupeta!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Watsu

Imersa nos estudos e pesquisas sobre o que era possível fazer para melhorar a conexão com meu bebê, presentes atrás de presentes fui capaz de conhecer, vivenciar e receber!

Nós durante uma sessão de Watsu: sai da água sem saber se eu era mãe ou um bebê
A água morna assim como meu Útero + os movimentos da Terapeuta: sensação incrível de conexão mamãe-bebê



O que é Watsu?

O Watsu é uma terapia aquática de flutuação, realizada em piscina aquecida, os atendimentos são individuais e o profissional aplica movimentos rítmicos, suaves e fluidos como uma dança que alonga e massageia o corpo, sendo muito indicado para gestantes. 

Os benefícios para gestantes

Promove bem estar geral, traz qualidade para a gestação, equilibrio emocional e psicológico, aumenta o vínculo com seu bebê, auxilia no preparo para o parto, relaxa mãe e bebê, facilita a respiração, levando mais oxigênio ao bebê, melhora a circulação e inchaços, leveza corporal, reduz o cansaço, alívia dores da coluna e dores gerais, sono fica mais profundo e revigorante, conforta, acolhe e nutre emocionalmente.

Quando a gestante pode receber Watsu?

À partir do terceiro mês de gestação até seu final, aconselha-se realizar sessões semanais.

Explicação retirada do blog da minha Doula - Aline Tarraga: 
http://gestarnatural.blogspot.com.br/



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"Eu quase que não consigo ficar na cidade sem viver contrariada"



Todo dia, o mesmo dilema...

A barriga da mamãe Capivara MarGinal X seres humanos sem restrições de mobilidade nos transportes públicos.

Barriga entra e diz: "Com licença, você pode me ceder o lugar?"

A indiferença humana nada empática vira a cara feia pro outro lado e responde: "NÃO!"

A boca toma as dores da barriga e retruca: "Compreendo, me desculpe. Deficiência mental e falta de consciência não é tão visível quanto gravidez."

E depois rapidamente, o corpo todo da capivara se contorce no desvio das cotoveladas a procura de outro lugar, com medo de uma reação mais selvagem dessa espécie tão imprevisível e ameaçadora.

Como é difícil a cor dar sensibilidade à se-mentes
tão opressoras!

[Giselda Gil, mamãe Capivara MarGinal, 10:23]