sábado, 18 de outubro de 2014

a vida viva e ativa X a passividade televisionada

Axé! Axé! Capoeira é pra homem, menino e mulher...
Acredito que qualquer pessoa dotada de razão e sensibilidade para agir e ter escolhas mais conscientes principalmente frente à uma criança que se apresenta como uma verdadeira esponja sensorial de tudo que recebe, seja capaz de perceber a diferença entre o que foi produzido a partir de interesses comerciais e o que foi criado para propagar o amor à arte - parâmetros essencialmente contrários.

Me perguntam o motivo pelo qual não costumo colocar a Galinha Pintadinha e o por quê da Dandara ainda não conhecer a Pepa nem o Patati Patatá, e então convido a todos à uma reflexão simples:


Começando pela quantidade de cores gritantes e formas psicodélicas em que esses desenhos se apresentam com repetições e artifícios que hipnotizam até a nós adultos remetendo-nos a uma viagem de lsd, imaginem o que não são capazes de fazer com uma cabecinha em plena descoberta e absorção dos estímulos externos. Essa talvez seja a justificativa dos pais adorarem essas babás televisionadas, pois os bebês ficam tão quietinhos assistindo enquanto eles podem realizar suas demais tarefas que é impossível resistir a esses momentos de paz sem choros, manhas ou birras, não é mesmo? NÃO!
O que é normal para muitos que se identificam com essas práticas do que os avanços tecnológicos e tendências massificadas podem nos proporcionar, para mim significa uma covarde domesticação e limitação do desenvolvimento infantil.

Meu segundo pensamento crítico sobre esses personagens relaciona-se com a questão da perigosa prática consumista que a maioria dos seres terrenos atuais concebem como modo de vida, essa cultura catastrófica que escraviza o ser em busca incessante pelo ter; a razão pelos desastres ecológicos e ambientais, o princípio dos vícios, da auto-destruição e aprisionamento em relações cada vez mais plásticas e supérfluas de preços que transcendem seus reais valores.
Ou seja, qualquer pessoa que se disponibilize a pensar e refletir e se responsabilize pela consequência de seus atos é capaz de perceber a essência comercial e influência consumista que esses desenhos estimulam no interesse das crianças desde muito cedo.
Basta ir a um supermercado, loja, shopping, etc. para ver aonde milhares deles moram e esperam para serem comprados. Do creme dental a fórmulas de leite, em roupas, calçados, brinquedos, temas para festas...como uma praga, eles estão em toda parte.
E lhes pergunto, isso faz bem à quem?

Enquanto ocupo o papel de guardiã, a responsabilidade dessa missão por aqui busca em primeiro lugar a sabedoria dos instintos e sutileza ao guiar seus caminhos e depois a afinação da consciência para a tomada das melhores escolhas dentro da minha limitação atual. Na praticidade instantânea do mundo CAPETAlista que aprisiona a liberdade infantil na proliferação de seus robôs, esse pode parecer um modo complexo de se viver, mas vivo-o de forma tão simples como a vida na Terra se manteve menos destrutiva e feliz até o final do século XVIII. 


Costumo mostrar à ela possibilidades reais, que existem dentro e fora da telinha. A internet nos proporciona vídeos de crianças fazendo capoeira, o que nos enriquece de aprendizado à praticas constantes. A movimentação do corpo e exercícios anti sedentarismo exige sim muita disposição para acompanhá-la, mas prefiro chegar ao fim do dia cansada de tanto brincar com ela do que ver minha plantinha crescer parada, retraída, obesa e doente - assim como o sistema quer, mas por aqui NÃO PODE!

"eu sou popoeira..." - 1 ano e 7 meses já sabendo até cantar além de imitar vários movimentos que essa bendita expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música nos proporciona três vezes por semana.
O que sinto ao compartilhar as aulas com ela é algo tão mágico e gratificante que supera qualquer cansaço e/ou dificuldade na realização desse sonho acordado.


A escolha de seu nome foi uma homenagem à uma Guerreira Capoeirista e à todas as almas resistentes do Quilombo dos Palmares.

Viva Dandara!!! Viva Zumbi!!!
Salve Capoeira!!! AXÉ!!!

Giselda Gil / Mamãe Capivara Humanizada.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Tablet educATIVO

ATENÇÃO!!!

Essa não é uma demonstração relativa aos métodos behavioristas e qualquer alusão à caixa de Skinner e suas teorias de modelagens e condicionamentos operantes está descartada em sua essência de criação e uso/filmagem.
Inspirada nos estudos do Método Montessori que "enfatiza a possibilidade de se libertar a verdadeira natureza do indivíduo, para que esta possa ser observada, compreendida, e para que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário" + a resistência da mamãe Capivara MarGinal aos padrões educacionais CAPETAlistas vigentes que enchem as crianças de estímulos sem sentido e tanto limita o desenvolvimento infantil, criamos em julho/2014 nosso próprio Tablet (tábua/painel) educATIVO.

No início, ela com 1 ano e 4 meses explorava tudo por algum tempo e íamos aos poucos lhe informando os nomes e pra quê servia cada item de forma lúdica e descontraída sem nenhuma pretensão imediata que decorasse, repetisse e/ou nos desse a esperada resposta de "ensinagem". Adaptamos o Tablet/painel a um cavalete à sua altura e fica à disposição na sala de casa. Sua exploração continua ilimitada e eu sou quem fico surpreendida com suas descobertas e brincadeiras.

Hoje, ela com 1 ano 7 meses/20 dias traz seus outros brinquedos pra perto do Tablet e lava louça, fala no "telefone", acende e apaga a luz da casa, dá banho nos bichinhos e bonecas, abre e fecha a porta, se vê no espelho e se mostra pra gente... na verdade, ela associa as possibilidades e aprendizados que vivencia em seu cotidiano com as suas próprias brincadeiras e eu acho isso lindo!!!


"Por que crianças não devem ter smartphones e tablets antes dos 12 anos?

Dois grandes institutos da América do Norte — Sociedade Canadense de Pediatria e Academia Americana de Pediatria — foram responsáveis por uma série de estudos bem profundos sobre isso. Seguem as conclusões:

1. Problemas de desenvolvimento cerebral

Os cérebros dos bebês crescem muito rapidamente nos primeiros anos de vida. Até completar dois anos, uma criança tem seu órgão triplicado em tamanho. Nesse período, os estímulos do ambiente — ou a falta deles — são muito importantes para determinar o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral. Alguns estudos mostram que a superexposição a eletrônicos nesse período pode ser prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

2. Obesidade

Você já deve ter ouvido alguma afirmação similar a: “As crianças do século 21 fazem parte da primeira geração de pessoas que não vai viver mais do que os próprios pais”. Um dos grandes motivos para isso é a obesidade, que pode sim estar ligada ao uso excessivo de eletrônicos. Estima-se que crianças com aparelhos no próprio quarto têm 30% mais chance de serem obesas do que outras.

3. Problemas relacionados ao sono

A constante utilização dos aparelhos pode acabar gerando dependência em diversos graus diferentes. Um dos problemas relacionados a isso está no fato de que muitas crianças deixam de dormir para jogar, navegar ou conversar nos aparelhos. Além das consequências psicológicas causadas por isso, também é preciso lembrar que a falta de sono noturno pode gerar problemas de crescimento.

4. Problemas emocionais

Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais. Entre os mais citados pelos pesquisadores estão: “Depressão infantil, ansiedade, autismo, transtorno bipolar, psicose e comportamento problemático”. Crianças tendem a repetir comportamentos dos adultos e de personagens que consideram referências. Logo, a exposição a jogos e filmes com violência excessiva pode causar problemas de agressividade também às crianças de até 12 anos.

5. Demência digital

Psicólogos e pediatras dos institutos já mencionados afirmam: “Conteúdos multimídia em alta velocidade podem contribuir para aumento o déficit de atenção.”. Além disso, a exposição a isso também causa problemas de concentração e memória. O motivo para isso seria a redução de faixas neuronais para o córtex frontal, que acontece pelo mesmo motivo recém-mencionado.

6. Emissão de radiação

A discussão sobre a relação entre o uso de celulares e o surgimento de câncer cerebral ainda é bem polêmica — e pouco conclusiva. Mas há algo em que os cientistas concordam: as crianças são mais sensíveis aos agentes radioativos do que adultos. Por causa disso, pesquisadores canadenses acreditam que a radiação dos celulares deveria ser considerada como “provavelmente cancerígena” para crianças.

Independente do quanto os médicos norte-americanos culpam os celulares e tablets por uma série de problemas infantis, é importante sempre ficar atento aos usos de cada aparelho. Manter os eletrônicos aliados à educação das crianças pode ser uma saída muito interessante, mas sempre evitando os excessos e a superexposição a conteúdos agressivos."

Fonte(s): Huffington PostDaily MailPediatrics AAPPBSTeen Drug Rehabs / tecmundo.com.br

domingo, 12 de outubro de 2014

"Cuide bem do seu Amor, seja quem for..."

Véspera do "Dia das Crianças" = sair pra comprar?
NÃO!!!
Por aqui, ontem foi dia de levar os ursinhos e bonecas pro SPA!
Além de tirar os ácaros e poeira que esses bichinhos guardam, a diversão foi garantida em dar banho neles neste sábado de sol.

Orelhudo, Rita Lee, Elke Maravilha e companhia banhados pela sagrada luz solar

brinquedo X brincadeira

de que vale o presente sem a presença permanente?
de que vale o brinquedo sem ter alguém pra brincar?

eu tive sorte.
cresci cercada de irmãos-primos (de acordo com a proximidade afetiva e não sanguínea), que troquei as experiências mais marcantes na fase que mais aprendi o que acho que agora sei sobre mim. Sinto que foram os esconde-esconde, os pega-pega, os polícia e ladrão, os é esse, as corridas, as quedas de patins, skate ou bicicleta, os namorados que eram vassouras, os ensaios e coreografias de danças pra festas, as viagens pro espaço ou pro fundo do mar, as encenações da vida que achávamos ser perfeita, etc que plantaram em mim a visão de mundo plural e movimentado que tanto preciso pra viver e refletir AGORA. Agradeço aos quebra-paus constantes, aos ficar de mal e as reconciliações que aconteciam de forma natural às vezes logo na sequência de uma briga pois precisávamos uns dos outros para completar a brincadeira. Acredito que foi nessa época que senti o que significa o perdão e a convivência com as a/diversidades. Sou muito grata por não ter crescido dentro de uma bolha, de um núcleo familiar pequeno que se fixa às suas limitações e se adoece entre si. Sigo grata por desde pequena ter experienciado o valor de conviver com as diferenças dentro da verdade mesmo que dolorosa, de ter tido coragem de sair da zona de conforto mesmo se depois do realizado e maravilhoso banho de chuva ou de lama o que me esperava em casa fosse uma surra ou um castigo.
"Sou da selva, sou leão sou demais pro seu quintal" 
Reconheço todos os dias e sigo grata à minha origem e alma periférica, que não me coloca nos ilusórios ego-centros da realidade que ascende em detrimento da felicidade dos outros.
Vejo claramente que o que o sistema CAPETAlista quer são robôs passivos e hipnotizados pela atratividade limitadora das tecnologias avançadas. Nunca se esqueçam que "o senhor da guerra não gosta de crianças!" Salve-se quem puder!!!
Pelo resgate da essência criAtiva que todos têm e sistema televiso nenhum é capaz de corromper.
Feliz todo dia, crianças!!!
Gi / Giselda Gil / Capivara MarGinal
Feliz todo dia, crianças!!!

sábado, 11 de outubro de 2014

improvisAÇÃO

domingo, dia lindo
de sol e eleições
minha mãe foi votar
minha filha dormiu
e eu que cubro e redescubro meu título,
eleGi a ARTE e o AMOR
que permitem fluir minhas emoções
mesmo que de um modo ridículo, ela sorriu.

Em menos de 30min
transmutando qualquer dor
realizei meu direito mais prazeroso:
a ação expressa, a improvisAÇÃO
deixar a arte descontraída falar por mim
refletindo minha escravidão à alegria 
perguntando se todo carnaval tem seu fim

contemplando a beleza aproveitável do dia
sem tempo pra ensaio ou correção
aGir, entregar, colocar pra fora toda a insPiração

dentre as falácias da imposta democracia
escuto alguém passar na rua e dizer:
ah votei, ele me pagou 150 conto
reconhecendo meu desejo minoria me refuGiei no meu canto
e sem me sentir segura em transferir meus deveres e eleger um representante, apenas canto.

fico com a pureza das respostas das crianças
e pode parecer utopia, mas escolhi me governar
encontrar dentro de mim a maior segurança
e viver plena cada responsabilidade sem tanto reclamar...
minh'alma se manifesta numa eterna festa: DEIXA EU BRINCAR!!!

ImprovisAÇÃO "Todo Carnaval tem seu fim" (?)- vídeo: 



Essa foi a segunda tentativa de filmaGi / vídeo sem corte com alguns erros, QUEBRANÇAs e edições toscas para não deixar esquecer a essência da coisa - Dandara acordou logo na sequência (como mostra foto dela surpresa com minha aparência) e minha mãe chegou reclamando da bagunça (sussa) - quem me/se (re)conhece sabe que é isso aí.
Beijos de corAÇÃO pra corações sinceros,

Gi.
Fotos do resultado pós gravação:


instrumentos da loja de 1,99 + sanfona de caixa de leite feita por mim
E fez-se festa no quintal
Com vizinhos e pássaros conversando
plantas, brinquedos e luzes interagindo 
embaixo das roupas quase secas no varal


Caos criATIVO:
corre corre porque vovó logo chega e neném vai acordar...
SURPRESA!!!

Acordar e ver a mamãe assim: Será que ainda estou sonhando?


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mesa e cadeira das tias

Você sabe o que significa o termo OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA?

"É a decisão do produtor de propositadamente desenvolver, fabricar e distribuir um produto para consumo de forma que se torne obsoleto ou não-funcional especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração do produto.
A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização", e é totalmente nociva ao meio ambiente, sendo considerada uma estratégia não-sustentável. A obsolescência programada faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por outros produtos mais modernos."

Ou seja, quebrou - joga fora - compra um novo.
Você consegue refletir o quanto se tornou escravo à isso?

Dandara 1 ano e 7 meses hoje, com a sua mesa que foi das suas tias mais velhas há mais de 30 anos atrás.

Opto pela reutilização e reciclagem pelo valor que transforma simples coisas em utensílios memoráveis pela nossa interação direta durante a criação e a manutenção dos mesmos.
Valor esse que transcende o preço, que transcende a compra através do cuidado e transformAÇÃO!
A sociedade CAPETAlista que tenta em vão substituir presença com presentes, torna as relações afetivas cada vez mais plásticas e descartáveis conforme seu sistema de produção.
A mesa com duas cadeiras que Dandara faz suas refeições diárias e ainda brinca com sua boneca (na foto acima) e almoça com a amiga Maria )(na foto abaixo), pertenceu às minhas irmãs mais velhas há 30 anos atrás. Foi usada por mais três primos mineiros pois minha mãe não as levou para São Paulo quando deixou sua terra nos anos 80 em busca de melhoras condições na cidade grande. Em meio a esse tempo, a mesa com as duas cadeiras foram usadas e conservadas com carinho pelos meus tios e primos e confesso que do jeito que eu era "destruidora" quando criança, talvez elas não teriam resistido por tanto tempo. Enfim, agora que voltamos para a cidade da minha família, as encontramos em perfeito estado e tenho/terei orgulho em poder contar que ela usa coisa que foi das suas tias!
Refletimos juntos: se até o que registra hoje em dia com qualquer pane perde-se todos os momentos ali gravados, imagine quanto à memória perceptiva e sensorial de nossas crianças como fica com a troca constante de seus brinquedos, instrumentos e demais objetos de uso? 
Vão tudo pro lixo?

Dandara dividindo a hora do almoço com a amiga Maria Clara - feliz estou por proporcionar esses momentos e reGistros.




quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Pilates

"O pai de Pilates era um ginasta premiado de descendência grega. A mãe era uma naturopata que acreditava em estimular o corpo para a auto-cura sem medicamentos ou cirurgias. As filosofias de cura da mãe e as realizações do pai foram as grandes influências nas ideias de Pilates para os exercícios terapêuticos."



Dandara - jan/2014 no Pilates com a Vovó


Fico aqui contemplando a beleza em poder usufruir e compartilhar com ela eventos, ambientes e diversas atividades de nosso corpo vivo em ação: Capoeira, "Gioga", Pilates, Danças, Brincadeiras, "Artes Marcianas" e tudo que nossa imaginAÇÃO ilimitada e atração positiva nos permite.

Vê-la interagindo e absorvendo o exemplo vivo/ativo anti-sedentário - o contrário do que a TV CAPETAlista impõe, me dá um alívio de confiança no plantio e esperança dela crescer cada vez mais saudável e ativa!
Oh grande benção linda em estar viva!

Agosto/2014 Dia incrível com Dandara no Pilates: 1 ano e 5 meses de pura interAÇÃO e sintonia.
Ao entrar em contato breve com a história de vida de Joseph Pilates, refleti sobre a importância do apoio e exemplos dos pais, da família, dos estímulos, do meio tanto como referência positiva, nas situações repressoras e na superação das adversidades. Hoje me sinto feliz por me sentir um exemplo vivo que impulsiona a criAÇÃO.
de dentro pra fora - de fora pra dentro

Achei tão lindo este vídeo - Uma História Animada de Pilates:


Caixas de leite vazias dando bobeira?

na rua, na chuva ou na fazenda
você é o que você inventa.

Fantoche Macaco: Amor, Caixa de leite, Papel, Recorte de revista, fita adesiva, pincel e tinha.
Enquanto alguns dormiam, outros brincavam e estes que estavam perto de mim, respeitaram curiosos o passo a passo da dedicação das minhas mãos atrás de um resultado feliz. Quando ficou pronto, curtiram bastante o macaco falante e juntos brincamos mais ainda! Uma coisa tão simples que traz exemplos tão valiosos de cooperação, paciência, criatividade, reciclagem, imaginação...

Bolsinha Porta-treco: Amor, Caixa de leite, Recorte de revistas e fita adesiva.

Quem diz que não é possível criar nada com crianças por perto, é que não tem nenhuma vocação para se aprender enquanto ensina. Sou grata pelo presente, rego as sementes e respiro vida viva...criATIVA!!!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

"Felicidade...

...é uma casa pequenina, é amar uma menina e não ligaaaaaaaaaar pro que se dizzzz"
(Quando você crescer - Raul Seixas)

PULA-PULA!!!

pernas pro ar
estar sempre disposto a cuidar e repartir
sorrir na queda
se superar
compartilhar a Sagrada Alegria
morrer de AMOR
contemplar a beleza
e renascer sorrindo.

sábado, 4 de outubro de 2014

mãe índia 10 x 0 médica recém formada

Nossa cultura corrompida valoriza o "Dra." antes do nome ao invés da experiência de vida. E num imaginável diálogo com a nova médica da cidade, com pouco mais idade do que eu, deu-se a troca de sabedorias. Médica essa que chegou com o ar de superioridade inconveniente ao me ver amamentar Dandara (1a7m) durante uma reunião familiar:

-Nossa, mas ela com esse tamanho todo e você ainda a amamenta?
-Sim!!! - sorridente, orgulhosa, objetiva, esperando o próximo ataque
-Mas índia, eu sei que é difícil pra mãe... mas você sabe que depois de um ano, o leite materno NÃO TRAZ NENHUM BENEFÍCIO né?
-Claro que traz!!! - sorridente, orgulhosa, objetiva, esperando o próximo ataque
-NÃO TRAZ! NÃO TRAZ! - se achando a última bolacha do pacote
-Sabia que ela que nunca fica doente, teve há uns dias atrás uma inflamação de garganta que não conseguia comer NADA além do mamar? Sabia que a levei no pediatra que até estranhei em não ser desse tipo...
-como eu - envergonhada
-sim, desse tipo que prescreve fórmulas e alimentos industrializados visando mais praticidade do que saúde. Então, esse pediatra disse que sorte dela que ainda mama, pois senão teria que ficar num hospital tomando soro para hidratar - orgulhosamente confiante em seus preciosos poderes maternos de índia, de terra, de vida...
-É mesmo. Tá vai, você venceu! - ironicamente sem muito aceitar a derrota
- Ela come muitos legumes e verduras, grão de bico, lentilha, quase nada industrializado além de uma bolachinha ou algum pão integral com vários grãos... - destilando seu veneno escorpiano de Gingança
-Ai, quero ser assim quando eu tiver o meu bebê também!

 sorrisos e fim do jogo.

E pra visão limitada que não percebe os benefícios que a amamentação traz à vida viva, segue as porcentagens científicas atendendo a sua racional prece que no segundo ano (12 aos 23 meses) 448ml de leite materno fornece:

29% da energia
43% das proteínas
36% do Cálcio
75% da vitamina A
76% do ácido fólico
94% da vitamina B12
60% da vitamina C

de que uma criança necessita

Fonte - Dewey, 2001.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Paciência: o intervalo entre a semente e a flor"

no trabalho com meu mais puro AMOR

A maior flor do mundo 
José Saramago

"As histórias para 
crianças devem ser 
escritas com palavras 
muito simples…
Quem me dera saber 
escrever essas histórias…

Se eu tivesse aquelas 
qualidades, poderia 
contar, com 
pormenores, uma linda 
história que um dia 
inventei…
…seria a mais linda 
de todas as que se 
escreveram desde o 
tempo dos contos de 
fadas e princesas 
encantadas…

… havia uma aldeia.
…e um menino.

… sai o menino 
pelos fundos do 
quintal, e, de árvore 
em árvore, como um 
pintassilgo, desce o rio 
e depois por ele 
abaixo…

Em certa altura, 
chegou ao limite 
das terras até onde 
se aventurara 
sozinho. Dali para 
diante começava o 
“planeta Marte”. 
Dali para diante, 
para o nosso 
menino, será só 
uma pergunta: 
«Vou ou não vou?» 
E foi.

O rio fazia um desvio grande, 
afastava-se, e de rio ele 
estava já um pouco farto, 
tanto que o via desde que 
nascera. Resolveu cortar a 
direito pelos campos, entre 
extensos olivais, ladeando 
misteriosas sebes cobertas 
de campainhas brancas, e 
outras vezes metendo pelos 
bosques de altas árvores 
onde havia clareiras macias 
sem rasto de gente ou bicho, 
e ao redor um silêncio que 
zumbia, e também um calor 
vegetal, um cheiro de caule 
fresco.

Ó que feliz ia o menino! Andou, andou, foram 
rareando as árvores, e agora havia uma charneca rasa, 
de mato ralo e seco, e no meio dela uma inclinada 
colina redonda como uma tigela voltada.
Deu-se o menino ao trabalho de subir a encosta, e 
quando chegou lá acima, que viu ele? Nem a sorte nem 
a morte, nem as tábuas do destino… Era só uma flor.

Mas tão caída, tão 
murcha, que o menino 
se achegou, de 
cansado. E como este 
menino era especial de 
história, achou que 
tinha de salvar a flor. 
Mas que é da água? 
Ali, no alto, nem pinga. 
Cá por baixo, só no rio, 
e esse que longe 
estava!...
Não importa.

Desce o menino a montanha, atravessa o mundo 
todo, chega ao grande rio, com as mãos recolhe quanta 
de água lá cabia, volta o mundo atravessar, pelo monte 
se arrasta, três gotas que lá chegaram, bebeu-as a flor 
com sede. Vinte vezes cá e lá…
Mas a flor aprumada já dava cheiro no ar, e como se 
fosse uma grande árvore deitava sombra no chão.

O menino 
adormeceu debaixo da 
flor. Passaram as 
horas, e os pais, como 
é costume nestes 
casos, começaram a 
afligir-se muito. Saiu 
toda a família e mais 
vizinhos à busca do 
menino perdido. E não 
o acharam.

Correram tudo, já em 
lágrimas tantas, e era 
quase sol-pôr quando 
levantaram os olhos e 
viram ao longe uma flor 
enorme que ninguém se 
lembrava que estivesse 
ali.
Foram todos de 
carreira, subiram a colina 
e deram com o menino 
adormecido. Sobre ele, 
resguardando-o do 
fresco da tarde, estava 
uma grande pétala 
perfumada…

Este menino foi levado para casa, rodeado de todo o 
respeito, como obra de milagre.

Quando depois 
passava pelas 
ruas, as pessoas 
diziam que ele 
saíra da aldeia 
para ir fazer uma 
coisa que era 
muito maior do 
que o seu 
tamanho e do 
que todos os 
tamanhos.

FIM

Este era o conto que eu 
queria contar. Tenho muita 
pena de não saber escrever 
histórias para crianças. Mas 
ao menos ficaram sabendo 
como a história seria, e 
poderão contá-la doutra 
maneira, com palavras mais 
simples do que as minhas, e 
talvez mais tarde venham a 
saber escrever histórias para 
crianças…

Quem sabe se um dia virei a ler outra vez esta 
história, escrita por ti que me lês, mas muito mais 
bonita?..."


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

in progress

reciclar papel, por de molho, esperar, amassar, modelar, esculpir...
amor nas mãos, pensamentos bons, reflexões, clarões e aprendizados constantes - 
Arte e HumanizAÇÃO!
1)papel picado 2) e 3)depois de 1 dia de molho na água, adicionei cola e comecei a modelagem 4)à secar esperando a tinta 
Símbolo de resistência às adversidades presentes, a Capivara é um animal adaptável e pode ser encontrada em inúmeros ambientes altamente alterados pelo homem, inclusive no poluído Rio Pinheiros-SP, sendo as habitantes de lá que me inspiraram em 2009 a dar início aos escritos virtuais sob o pseudônimo Capivara MarGinal - textos, poesias e reflexões de resistência ao fluxo social.

Alquimia - Tempo de Amor
Reciclagem - Revolução Interior